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Abrace: eventual desconto na tarifa do fio a consumidor residencial elevaria custos a R$ 36 bi

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A Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia Elétrica (Abrace) estima que o subsídio para consumidores com desconto na "tarifa fio" pode triplicar e chegar a R$ 36 bilhões com uma possível extensão deste benefício para os consumidores residenciais e pequenos comerciantes - o chamado Grupo B.

O Ministério de Minas e Energia (MME) trabalha em um projeto de "reestruturação" no setor elétrico, incluindo a possibilidade de abertura do mercado livre para os consumidores de baixa tensão.

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A preocupação da Associação é com a extensão de subsídios como um todo. Atualmente, os descontos na tarifa fio (uso da infraestrutura da distribuição de energia) somam cerca de R$ 12 bilhões ao ano para o Grupo A (grandes indústrias e estabelecimentos comerciais).

Isso vale atualmente para a energia gerada por empreendimentos de fontes incentivadas, com subsídios bancados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e, na ponta, pela tarifa de todos os consumidores.

"Uma provável abertura total do mercado livre, se essa abertura vier conjugada com a possibilidade de o pequeno consumidor de uma fonte renovável obter o desconto no fio, isso vai ser catastrófico para a CDE", disse Victor Hugo iOcca, diretor de energia elétrica na Abrace.

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O presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, defendeu a eliminação do desconto (tarifa da fio) para os consumidores do grupo A, além da não extensão para os consumidores residenciais.

A explicação para o custo elevado é que os consumidores residenciais estão mais longe dos locais das fontes de geração de energia, logo, no total, receberiam descontos proporcionalmente maiores na tarifa do fio.

Os representantes da entidade apresentaram para jornalistas nesta quinta nove medidas que "modernização" do setor elétrico brasileiro.

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