Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

A China é importante para o Brasil, afirma Lula no G7

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 17, que discorda do posicionamento da União Europeia sobre a China, que foi discutida na Cúpula do G7. Os europeus se queixam de uma competição desigual com os chineses, e Lula diz "não querer entrar na briga" e que o país asiático é um "parceiro privilegiado" do Brasil

"Nós não queremos entrar na briga dos dois. Para nós, a China é importante. Eu não tenho nenhuma queixa da China. A balança comercial com o Brasil é de US$ 165 bilhões com superávit para o Brasil. A relação com os EUA, ano passado, foi de US$ 80 bilhões, com déficit de US$ 10 bilhões para o Brasil. Então, obviamente, a China passa a ser um parceiro privilegiado para o Brasil", afirmou Lula em declaração à imprensa em Genebra (Suiça).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Lula afirmou ainda que os investimentos chineses da BYD motivaram a concorrentes brasileiras a aumentarem os investimentos. Ele lembrou que depois da chegada da empresa, outras indústrias anunciaram investimentos, até 2030, de R$ 190 bilhões.

"Quando a China vem com a BYD fazer investimentos na Bahia, imediatamente, as indústrias brasileiras anunciaram para mim um investimento, até 2030, de R$ 190 bilhões, coisa que não faziam há muitos anos. A participação da China tem mobilizado as pessoas a participar", afirmou.

O presidente avaliou ainda que, após a queda do Muro de Berlim, no final dos anos 1980, a União Europeia focou em expandir o mercado para o Leste Europeu, esquecendo a América Latina e a África privilegiadas posteriormente pelos chineses. Lula disse ainda que os Estados Unidos também se esqueceram destas regiões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na declaração à imprensa, Lula voltou a dizer que é a favor da participação estrangeira na exploração de terras raras e minerais críticos, desde que os países detentores possam ter valor agregado.

"Quanto mais países estiverem interessados em fazer investimentos nos nossos países, em comprar nossos produtos, e estiverem dispostos a contribuir participando da exploração, industrialização e do enriquecimento das terras raras e minerais críticos, desde que seja nos nossos países, sejam bem-vindos", afirmou.

Lula disse também que, durante a cúpula do G7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou o costume de endossar que o país dele é o mais importante da economia global e que os outros possuem dependência. Os dois não conversaram durante o encontro em Évian-les-Bains, apesar de uma expectativa inicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Os Estados Unidos continuam dizendo que (são) o país mais importante do mundo, de que é o celeiro da economia mundial e que todo mundo depende dos Estados Unidos", afirmou Lula.

Lula participou da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, iniciada na terça-feira, 16. Nas reuniões nas quais participou, o presidente discutiu o avanço da inteligência artificial e o desenvolvimento econômico de países emergentes.

Os países do G7 emitiram oito declarações ao fim da reunião, mas o Brasil endossou apenas três delas, que trataram sobre segurança no espaço digital, combate ao câncer e ao narcotráfico. Segundo Lula, isso se deu porque o Brasil possui uma "visão diferenciada" dos temas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV