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58,9% dos trabalhadores de aplicativos estavam em plataformas de transporte em 2025, diz IBGE

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Os aplicativos de transporte particular de passageiros concentram o maior contingente de trabalhadores de plataformas. Essa categoria empregava cerca de 1,155 milhão de pessoas, equivalente a 58,9% do total de trabalhadores em aplicativos de serviços no país em 2025.

A maioria atuava em plataformas de transporte particular de passageiros, sem considerar os de táxi, totalizando 1,056 milhão de profissionais (53,9%). Os aplicativos específicos de táxi empregavam uma minoria de 232 mil pessoas (11,8%).

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A segunda categoria mais representativa foi a dos aplicativos de entrega de comida e produtos, utilizada por 585 mil pessoas, o que equivale a 29,9% dos trabalhadores plataformizados no país. A soma das participações das plataformas de transporte e de entregas atinge 88,8%.

Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior parte dos entregadores é formada por motociclistas, embora também haja motociclistas atuando em aplicativos de transporte de passageiros, como os mototáxis.

Esse contingente faz parte de um universo de cerca de 2 milhões de pessoas que trabalhavam em plataformas digitais de serviços no Brasil, em 2025, o equivalente a 1,9% de toda a população ocupada no período.

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Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Trabalho por meio de plataformas digitais 2025, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.

A pesquisa investigou o perfil socioeconômico, a renda e a jornada de trabalhadores em aplicativos de transporte particular de passageiros, aplicativos de entrega de comida e produtos e aplicativos de serviços gerais ou profissionais.

No segmento de entrega, 376 mil pessoas exerciam diretamente a ocupação de entregador (19,2%), ao passo que as demais utilizavam as plataformas para captar clientes para os seus próprios negócios de comércio ou serviços de alimentação.

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Já as plataformas voltadas para a prestação de serviços gerais ou profissionais registravam a menor adesão, sendo apontadas por apenas 313 mil trabalhadores, ou 16% do contingente total.

Falta de opção é principal motor de motoristas e entregadores

A dificuldade de encontrar outro trabalho foi a principal causa apontada tanto por quem trabalha em plataformas de transporte de passageiros exceto táxi (33,4%) quanto por trabalhadores de aplicativos de entrega (26,9%). A flexibilidade de horários e o recebimento de rendimentos maiores que em outros serviços disponíveis foram as demais razões apresentadas.

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A PNAD Contínua identificou que 1,974 milhão de pessoas declararam a condução de automóveis como atividade principal em 2025, um aumento de 4,9% em comparação a 2024 e de 20,5% frente a 2022. Desse total, 45,9% estavam em plataformas - alta de 26% frente a 2022.

"O porcentual de motoristas de aplicativo aumentou de 2024 para 2025 no total de condutores. Em 2025, quase 46% do total de motoristas tinham o aplicativo como trabalho principal", afirmou Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE

Para os condutores de motocicletas no trabalho principal, estimou-se um contingente de 1,179 milhão de pessoas em 2025, um aumento de 12,3% em comparação a 2024 e de 22,6% frente a 2022. Desse total, 34,4% - um salto de 91,9% ante 2022, o que significa que o grupo de motociclistas de aplicativo quase dobrou em três anos.

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