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Vírus Nipah: governo indiano reafirma haver apenas dois casos e diz que monitora a situação

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O Ministério da Saúde da Índia reafirmou na terça-feira, 27, que foram confirmados apenas dois casos de infecção pelo vírus Nipah no país desde dezembro.

Segundo a nota oficial, divulgada após a circulação de números inflados sobre a doença, os dois casos foram registrados no estado de Bengala Ocidental.

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Os casos confirmados envolvem duas enfermeiras do mesmo hospital, que permanecem internadas com um quadro de insuficiência respiratória e inflamação do cérebro (encefalite).

As 196 pessoas que tiveram contato com as pacientes confirmadas foram rastreadas, monitoradas e testadas, com resultado negativo para o vírus Nipah, segundo a pasta.

Ainda de acordo com o ministério, após a confirmação das infecções, foram adotadas medidas para conter a disseminação do vírus e a situação segue sob monitoramento constante.

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O que é o vírus Nipah?

O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, e desde então circulou por diferentes países asiáticos.

A transmissão ocorre por meio do contato com animais infectados, consumo de alimentos contaminados ou transmissão direta entre pessoas, especialmente por meio de fluidos corporais e gotículas respiratórias. Os morcegos são os hospedeiros naturais do vírus, mas outros animais, como porcos e cavalos, também podem ser infectados.

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Em humanos, a infecção pode ser assintomática, mas também pode causar infecções respiratórias e evoluir para encefalite fatal. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, podendo variar de acordo com o surto, a capacidade local de vigilância epidemiológica e o manejo clínico dos pacientes.

Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a progressão da doença, podem surgir tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos, indicativos de encefalite aguda. Em casos mais graves, há registro de pneumonia atípica, convulsões, insuficiência respiratória e coma.

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