Vídeo de crianças com coleira viraliza e gera debates na web
Há pessoas que acreditam que o uso do item é vexatório para a criança. Por outro lado, há quem concorde com o uso
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Um vídeo publicado no TikTok está repercutindo na internet. Nas imagens, uma babá brasileira cuida das crianças utilizando uma "coleira infantil". O caso foi registrado nos Estados Unidos.
De acordo com a babá, as crianças que ela toma conta são muito agitadas e, por conta disto, utilizou o objeto para controlá-las. Ela alega ter medo dos pequenos saírem correndo e se envolverem em um acidente.
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? original sound - Nicole Nadya
O vídeo gerou vários debates nas redes sociais. Há pessoas que acreditam que a atitude é vexatória para a criança. Um usuário do Twitter se referiu à cena como sadismo. Por outro lado, há quem concorde com o uso.
A coleira infantil é comum em alguns países. Além disso, ela já apareceu em uma série famosa, Modern Family, onde os personagens Cameron e Mitchell utilizam o item na filha Lily, em um passeio na Disneyland.
Apesar do nome, o acessório não tem contato com o pescoço da criança. Alguns modelos funcionam como um colete ou uma mochila. Existe ainda a pulseira com uma guia acoplada para ser amarrada ao pulso do adulto.
A psicóloga Fabiana Gauy acredita que, no exterior, como os pais não contam com tanta ajuda para os cuidados dos filhos, recursos como este e o uso de carrinho até para crianças maiores são válidos.
Segundo a psicóloga infantil Alessandra Araújo, quando se coloca uma coleira na criança, limita-se um determinado espaço para os pequenos caminharem. O acessório, de acordo com ela, não trabalha o processo cognitivo.
“O problema não é a guia em si, mas o motivo de os pais estarem usando. Pode atrapalhar quando inibe a mobilidade da criança ou gerar desconforto físico e emocional, ou ainda quando os pais usam a coleira como conforto para não ficarem atentos aos filhos”, complementa a psicóloga Fabiana Gauy.
Fabiana acredita que o método, como uma maneira de proteção, seja válido em situações em que os pais estão sozinhos e em ambientes de risco, porém, é substituível pelo diálogo e pelo estabelecimento de regras, levando aos pequenos uma maior compreensão dos cuidados e consequências.
“Ter esse espaço de diálogo e psicoeducação forma sujeitos mais estruturados e seguros. O mais importante é estabelecer vínculos afetivos saudáveis com os pais ou responsáveis”, finaliza Alessandra Araújo.
Com informações; Metrópoles.