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Venda de anabolizantes cresce 700% no Brasil e morte de influenciador acende alerta

Apesar da proibição do CFM, substâncias são vendidas livremente na internet

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Venda de anabolizantes cresce 700% no Brasil e morte de influenciador acende alerta
Autor Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso desse tipo de substâncias em 2023 - Foto: Pixabay

A venda de anabolizantes no Brasil registrou um crescimento de 700% nos últimos sete anos, acendendo um alerta sobre os riscos do uso indiscriminado dessas substâncias. O debate em torno do tema ganhou força recentemente após a morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Gânley, aos 22 anos. A investigação policial, baseada em laudos, apontou que o jovem sofria de uma doença cardíaca, quadro clínico que pode ser agravado pelo uso de hormônios. Em diversas ocasiões, o influenciador admitiu publicamente utilizar os produtos.

-LEIA MAIS: Anabolizantes podem levar à hipertofria cardíaca; saiba mais

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A aquisição dessas substâncias para fins físicos ou esportivos ocorre à margem da lei, uma vez que o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a prática em 2023. A testosterona, por exemplo, possui uso médico restrito a casos específicos, como reposição hormonal ou tratamento de doenças que causam perda de massa muscular. Apesar das restrições, as vendas legais de testosterona bateram recorde no último ano, apresentando um aumento de 20% de 2024 para 2025. Paralelamente, o mercado clandestino prospera na internet. Anúncios prometem transformações corporais rápidas e oferecem hormônios sem a necessidade de receita, com negociações feitas por aplicativos de mensagens e entregas em domicílio para todo o país.

Segundo o CFM, o órgão registrou apenas 15 processos relacionados ao tema no último ano. Ele explica que esse número baixo reflete a eficácia da resolução do CFM em inibir a prescrição por parte dos médicos, mas evidencia que o consumo atual é impulsionado pelo compartilhamento indevido de informações entre os próprios praticantes de musculação e fisiculturismo.

A responsabilidade de coibir a venda de produtos ilegais divide-se entre a vigilância sanitária e as forças policiais, que enfrentam desafios contínuos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o monitoramento online é feito em conjunto com as vigilâncias estaduais, mas ressaltou que páginas derrubadas costumam retornar rapidamente ao ar em novos endereços.

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Em São Paulo, a Polícia Civil apreendeu mais de 11 mil produtos irregulares apenas neste ano, resultando em uma prisão por falsificação e venda clandestina. Para o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Clayton Macedo, o enfrentamento do problema exige maior engajamento da população nas denúncias e um endurecimento da legislação, já que as penalidades atuais são desproporcionais diante do alto lucro gerado pelo comércio ilegal.

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