TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

UFPR investiga grupo suspeito de planejar estupros e fazer 'bolão' sobre quem cometeria o crime

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) investiga denúncias sobre um grupo que teria planejado ataques contra mulheres e promovido um "bolão" para apostar quem conseguiria cometer estupros. O caso veio à tona após uma estudante de Medicina relatar ameaças recebidas por mensagens.

De acordo com comunicado do Diretório Acadêmico Nilo Cairo (Danc), do curso de Medicina da universidade, a aluna estaria sendo perseguida e ameaçada por meio de contatos via WhatsApp. "Através de mensagens, foi revelado que os autores tentariam fazer um ataque a ela nos últimos dias", informou o Danc. Segundo o diretório, os responsáveis integrariam um grupo organizado de homens, que estaria planejando violentar a estudante e outras mulheres da universidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O Danc informou que a polícia foi acionada e que uma investigação está em andamento para identificar e localizar os suspeitos. Por orientação das autoridades, o diretório divulgou um alerta à comunidade acadêmica, recomendando que alunas redobrem a atenção ao circular em áreas como o Centro Politécnico, a reitoria e festas universitárias.

"Meninas, evitem andar desacompanhadas. Meninos, é responsabilidade de todos manter a vigilância nos seus grupos de amigos e denunciar, assim que virem, todas as mensagens que incentivem qualquer tipo de violência contra mulher, somente assim é possível criar um ambiente mais seguro para todos", alertou o Danc.

O diretório também ressaltou que o suposto vínculo dos autores com a UFPR ainda não foi confirmado, uma vez que os contatos foram feitos por número desconhecido e perfil anônimo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota, a UFPR informou que acompanha o caso desde o dia 16 e que adotou medidas para acolher a vítima e orientar os encaminhamentos formais. A universidade acionou setores internos de apoio, como a Ouvidoria da Mulher, e iniciou uma investigação preliminar por meio da Corregedoria para apurar a responsabilidade de integrantes da instituição.

A UFPR também comunicou o caso à Polícia Civil e solicitou apoio à Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Segundo a UFPR, caso haja indícios de crime federal, a Polícia Federal poderá ser acionada. O Estadão procurou a Polícia Civil, que informou que o inquérito policial foi instaurado e as investigações estão em curso.

Na manhã desta segunda-feira, 27, representantes do diretório acadêmico se reuniram com a Reitoria para discutir o caso. O reitor Marcos Sunye afirmou que a violência de gênero é uma prioridade da gestão e que todas as denúncias estão sendo apuradas com seriedade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nós temos tomado várias medidas no sentido de combater o assédio, de combater a violência, de combater o feminicídio. Isso é uma grande prioridade da nossa gestão. Todas as denúncias de assédio e de violência que nós temos recebido, nós temos dado sequência. Todas as medidas serão tomadas com seriedade, segurança e respeito aos procedimentos formais", disse.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV