Trump apaga imagem gerada por IA que o retratava como Jesus após onda de críticas
Publicação gerou forte reação entre conservadores e base evangélica
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou de suas redes sociais nesta segunda-feira (13) uma montagem gerada por inteligência artificial que o retratava com características messiânicas. A decisão ocorreu após a publicação, feita originalmente na noite de domingo (12) na rede Truth Social, receber duras críticas e acusações de blasfêmia, vindas inclusive de setores da sua própria base de apoio. Na imagem, Trump aparecia vestindo uma túnica branca, com mãos emitindo um brilho divino enquanto abençoava um homem doente, cercado por símbolos americanos como a Estátua da Liberdade e caças de guerra.
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Ao ser questionado por jornalistas nesta segunda-feira, o republicano negou que a imagem fosse uma representação de Jesus Cristo. Segundo Trump, a montagem o retratava como um médico ou um trabalhador da Cruz Vermelha, instituição que ele afirmou apoiar, e atribuiu a interpretação religiosa ao que chamou de "imprensa falsa". Entretanto, a exclusão do post foi confirmada pela mídia norte-americana após a repercussão negativa ganhar escala entre aliados e opositores.
A reação foi particularmente intensa dentro do movimento conservador e da base MAGA. A ex-deputada Marjorie Taylor Greene chegou a afirmar que a imagem representava o "espírito do anticristo", sendo acompanhada em seu repúdio por influenciadores da Fox News e ativistas conservadores como Brilyn Hollyhand e Riley Gaines. No campo político, o deputado Jim McGovern condenou a postagem, enquanto o governador da Califórnia e opositor democrata, Gavin Newsom, ironizou a exclusão sugerindo que Trump deveria "deletar sua presidência".
Apesar das críticas, houve vozes de defesa, como a da conselheira Laura Loomer, que minimizou o episódio classificando-o apenas como um "meme". O incidente toca em um ponto sensível do eleitorado de Trump, uma vez que o ex-presidente conquistou a maioria dos votos cristãos e católicos na eleição de 2024. Este é o segundo episódio de desgaste religioso envolvendo inteligência artificial; em maio de 2025, ele já havia sido criticado por republicar uma imagem que o mostrava trajado como Pontífice. Até o momento, a Casa Branca não emitiu um posicionamento oficial sobre o ocorrido.