Temporal e tornado no RS deixam um morto, cinco feridos e mais de 2 mil desalojados
Fenômenos climáticos destelharam hospitais, derrubaram muros de presídio e deixaram milhares de clientes sem energia elétrica no estado

Uma combinação de temporais severos e a passagem de um tornado atingiu o Rio Grande do Sul entre quarta (4) e quinta-feira (6), deixando um morto, cinco feridos e 2.306 pessoas desalojadas. Os fenômenos climáticos extremos causaram estragos de variadas proporções em pelo menos 114 municípios gaúchos, afetando centenas de moradias, hospitais, escolas e infraestruturas públicas, além de comprometer severamente o fornecimento de energia elétrica e bloquear rodovias. A única vítima fatal confirmada pela Defesa Civil estadual ocorreu em Montenegro, onde um motociclista perdeu a vida após ser atingido pela queda de uma árvore durante a tempestade.
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Além da ocorrência fatal, os ventos intensos e a chuva causaram ferimentos em moradores de diferentes regiões. Em Dom Feliciano, três pessoas se feriram em decorrência dos efeitos da instabilidade. Novo Hamburgo registrou uma vítima machucada em um acidente provocado por cabos elétricos rompidos, e Osório contabilizou mais um ferido. O impacto habitacional também foi expressivo, com a maior concentração de desalojados — pessoas que buscaram abrigo na casa de amigos ou familiares — localizada no Vale do Sinos. Cidades como Novo Hamburgo, Sapiranga, São Leopoldo, Nova Hartz e Portão registraram as maiores contingências de moradores forçados a abandonar seus lares temporariamente.
A força da natureza impressionou as autoridades e os meteorologistas, culminando na confirmação de um tornado na localidade rural de Maratazzo, em Pedro Osório, na região Sul. O fenômeno, gerado por uma tempestade do tipo supercélula, é o segundo atestado no estado nas últimas duas semanas, de acordo com análises da Climatempo e da Defesa Civil. Essa instabilidade atmosférica gerou rajadas de vento assustadoras que alcançaram a marca de 134,3 km/h em General Câmara. Outras cidades também enfrentaram ventanias extremas, como Porto Alegre, com medições de 120,4 km/h, e Canoas, que marcou 113 km/h.
A fúria dos ventos deixou um rastro de destruição estrutural maciça, com destelhamentos massivos e quedas de árvores. Cidades como Caseiros, Santa Cruz do Sul e Sapiranga relataram dezenas de residências danificadas. O caos não poupou serviços públicos essenciais, provocando a queda de parte do muro do Presídio Regional de Pelotas, destelhando o hospital municipal de Portão e prejudicando a estrutura de escolas em Eldorado do Sul. No ápice da tempestade, cerca de 250 mil clientes chegaram a ficar sem energia elétrica, número que as concessionárias conseguiram reduzir para 45 mil na tarde de sexta-feira. Enquanto equipes trabalham na desobstrução de rodovias em municípios como Santa Maria e nas cidades do Litoral Norte, a Defesa Civil segue em alerta monitorando a situação e prestando assistência aos afetados.
