Super El Niño atinge força máxima entre novembro e janeiro, alerta órgão americano
Período mais crítico do fenômeno deve se estender até o início de 2027, trazendo temporais severos para o sul e seca acentuada no norte

O pico de intensidade do Super El Niño 2026 deve começar em novembro e se estender até janeiro de 2027, período em que o fenômeno registrará o seu momento mais crítico e provocará os maiores impactos climáticos no Brasil.As projeções mais recentes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam que a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial pode ficar até 2,9°C acima da média histórica durante o auge do evento. O aquecimento oceânico já vem avançando de forma consistente desde abril, e as medições atuais em áreas próximas à América do Sul indicam anomalias térmicas entre 2,8°C e 3,7°C, o que consolida uma probabilidade superior a 90% de o fenômeno ser classificado na categoria "muito forte".
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A consolidação do auge do fenômeno a partir do fim da primavera alterará significativamente a circulação atmosférica e o padrão de precipitação em todo o território brasileiro. A principal consequência será o volume de chuva consideravelmente acima da média na Região Sul, com risco elevado para o estado do Paraná, onde órgãos de monitoramento ambiental alertam para a concentração de tempestades severas, quedas de granizo, enxurradas e deslizamentos de terra. Paralelamente, o pico do Super El Niño agravará a estiagem na Região Norte e aumentará a frequência de ondas de calor intenso em diversas partes do país.
Este ciclo do El Niño apresenta 75% de chance de superar a intensidade dos maiores eventos já documentados desde 1950, aproximando-se ou superando o registrado no biênio 2015/2016, que atingiu um pico de 2,3°C no Índice Oceânico Relativo do Niño. Embora o momento de maior aquecimento do oceano ocorra entre novembro e janeiro, a influência atmosférica do fenômeno persistirá durante o verão e o outono. A previsão indica que a neutralidade climática só deve retornar como o cenário mais provável, com 55% de chance, no trimestre entre abril e junho do próximo ano.
