Soldado que matou cabo a facada integra o batalhão de guarda de Lula
Kelvin Barros da Silva, 21 anos, servia no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), os Dragões da Independência

O soldado que confessou ter matado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos é lotado no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), os Dragões da Independência, unidade responsável por fazer a guarda presidencial em solenidades. Kelvin Barros da Silva, 21 anos, admitiu à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a autoria do crime cometido na tarde de sexta-feira (5/12).
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Segundo o relato prestado pelo próprio acusado e confirmado em depoimento pelo delegado Paulo Noritika, Kelvin e Maria de Lourdes mantinham um relacionamento extraconjugal. Durante uma discussão, motivada por cobrança da militar para que ele rompesse outra relação e “a assumisse”, a cabo sacou sua arma de fogo. O soldado relatou ter segurado a pistola enquanto ela tentava municiá-la; nesse momento, alcançou a faca militar que a vítima carregava na cintura e a golpeou profundamente na região do pescoço. A arma branca foi encontrada cravada no local da lesão quando o corpo foi inspecionado.
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Após o homicídio, conforme confessado, Kelvin ateou fogo ao espaço onde funciona a fanfarra do regimento, utilizando álcool e um isqueiro, na tentativa de alterar a cena e destruir evidências. Em seguida, fugiu levando a pistola da cabo e, posteriormente, descartou a arma. Equipes da PCDF registraram o local, colheram depoimentos e identificaram os vestígios que corroboram a confession—entre eles, a faca cravada e os sinais de incêndio na área da fanfarra—o que integrou o conjunto probatório inicial.
A investigação, conduzida pela PCDF com supervisão do delegado Noritika, também apurou que o autor não possuía antecedentes criminais. Após a confissão e os procedimentos de praxe, Kelvin foi colocado sob custódia no Serviço de Guarda do Exército e responderá por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual. Segundo a autoridade policial, a soma das penas aplicáveis aos crimes imputados pode alcançar até 54 anos de reclusão.
O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, ao qual o soldado está vinculado, tem função histórica e cerimonial — missão distinta do crime apurado — e as forças militares foram notificadas sobre o caso para as providências administrativas cabíveis. A apuração policial segue em curso, com coleta de provas periciais, oitivas complementares e análise de imagens e laudos que deverão integrar o inquérito.
