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ELEIÇÕES 2022

Sem voto impresso, Bolsonaro pode desistir de reeleição

Em conversa com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvora, o presidente insinuou que não deve concorrer as eleições de 2022, caso o voto impresso não seja aprovado no Congresso.

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Sem voto impresso, Bolsonaro pode desistir de reeleição
Autor Foto: BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro deixou a entender nesta segunda-feira (19) que pode não concorrer as eleições de 2022, caso o Congresso não aprove a impressão dos votos das urnas eletrônicas. Em conversa com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente voltou a afirmar sem provas, que as eleições de 2018 foram fraudadas.

Em um discurso já recorrente, o presidente afirmou aos apoiadores que "eleição sem voto auditável não é eleição, é fraude". Bolsonaro disse ainda que os votos das urnas eletrônicas serão auditados dentro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), "de forma secreta"e "pelas mesmas pessoas que liberaram o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e o tornaram elegível".

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Na realidade, todos as fases da votação, segundo o TSE, são auditáveis e podem ser acompanhadas por integrantes dos partidos políticos do país. O retorno do voto impresso foi testado em 2002 e descartado por várias falhas no processo.

"Olha, eu entrego a faixa para qualquer um, se eu disputar eleição...", deixou no ar Bolsonaro. "Agora, participar dessa eleição com essa urna eletrônica...", completou, dando a entender que pode não concorrer à reeleição se não houver a mudança.

A declaração é um recuo em relação ao que disse no dia 9 de julho, quando declarou que se não houvesse a impressão dos votos poderia não haver eleição em 2022.

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O chefe do Executivo foi além na análise. De acordo com ele, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, interferiu no Poder Legislativo para barrar o voto impresso no Congresso.

"O Barroso foi para dentro do Parlamento fazer reunião com os congressistas. E acabou a reunião, o que vários líderes fizeram? Trocaram os parlamentares pra votar contra o parecer do deputado Filipe Barros [PSL-PR], relator do projeto."

Em sua visão, a urna eletrônica tem tecnologia defasada e é falsa a informação de que o sistema do TSE é inviolável.

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Com informações: R7

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