SC registra recorde com mais de 2 mil pinguins encontrados mortos em junho
Número é o maior para o mês desde o início do monitoramento em 2015; especialistas alertam para ano atípico, mas descartam alarme generalizado

Santa Catarina registrou a morte de 2.230 pinguins-de-Magalhães desde o início de 2026 até o último domingo (21), de acordo com dados divulgados por André Barreto, coordenador-geral do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O mês de junho concentra a grande maioria dos casos, com cerca de 2.090 animais encontrados sem vida nas praias catarinenses, o que representa o maior volume para este período desde o início do monitoramento, em 2015.
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Apesar do recorde para o mês, o coordenador explica que a situação ainda não é considerada alarmante, uma vez que grandes volumes de encalhes são comuns no litoral do estado durante a temporada migratória da espécie. No entanto, o volume atípico acendeu um alerta nas equipes de recolhimento e reabilitação, indicando que 2026 pode se consolidar como um ano fora da curva. Para efeito de comparação, durante todo o ano de 2025, o projeto contabilizou aproximadamente 8.300 pinguins nas praias catarinenses, somando animais vivos e mortos.
Barreto ressalta que o pico precoce não significa necessariamente que o ano terminará com recorde geral de mortalidade, pois o fluxo migratório varia conforme a temporada. O comportamento desses animais e a intensidade dos encalhes dependem diretamente de fatores climáticos e oceanográficos, como a força das correntes marítimas e a frequência de frentes frias na região.
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Caso banhistas encontrem pinguins na faixa de areia, a orientação dos especialistas é acionar imediatamente o PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341. A recomendação expressa é nunca tentar devolver os animais ao mar e nem alimentá-los.


