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Saiba o que fazer: governo faz alerta para vacinados contra a dengue após suspensão do imunizante

Pacientes devem ficar atentos a sinais como febre e dor abdominal nos 21 dias seguintes à aplicação

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Saiba o que fazer: governo faz alerta para vacinados contra a dengue após suspensão do imunizante
Autor Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o uso do imunizantes no SUS - Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Os pacientes que já receberam a vacina do Butantan contra a dengue devem ficar atentos a sintomas incomuns nos 21 dias seguintes à aplicação e buscar atendimento médico imediato "em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral”. A orientação foi divulgada pelo Ministério da Saúde após a pasta suspender temporariamente o uso do imunizante no Sistema Único de Saúde nesta segunda-feira (8), em razão do registro de reações adversas graves. Apesar do alerta, especialistas e autoridades sanitárias ressaltam que não há motivo para pânico, pois os eventos suspeitos são classificados como extremamente raros.

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A médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, reforça que até mesmo os sintomas leves e compatíveis com a dengue exigem uma avaliação clínica cuidadosa, sem que haja necessidade de desespero apenas pelo fato de ter recebido a injeção. Para garantir a segurança dos pacientes, o ministério instruiu as equipes médicas de todo o país a reforçarem a vigilância e a identificação rápida de sinais de alarme em pessoas vacinadas.

A interrupção preventiva do uso da vacina foi adotada para que investigações aprofundadas determinem se o produto causou os 42 casos de reações severas relatados recentemente, que incluíram dois óbitos de vítimas com sintomas compatíveis com o quadro de dengue grave. A médica da Sociedade Brasileira de Imunizações elogiou a cautela do governo, destacando que a paralisação demonstra responsabilidade com o risco à população enquanto os fatos são esclarecidos. O Ministério da Saúde pontuou que a suspensão não invalida as evidências de proteção observadas até o momento e que os pacientes imunizados continuam sendo monitorados pela vigilância epidemiológica.

Desde janeiro, quando a campanha começou no sistema público, cerca de 501 mil pessoas receberam a dose no Brasil. A grande maioria desse público é formada por mais de 417 mil profissionais de saúde da atenção básica. O restante engloba mais de 83 mil pessoas com idades entre 15 e 49 anos, residentes nas cidades de Botucatu, em São Paulo, Maranguape, no Ceará, Nova Lima, em Minas Gerais, além de moradores da região de Araguaína, no Tocantins, área que registrava alta de casos da infecção.

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As informações são da Agência Estado.

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