Saiba mais sobre a 'diarreia explosiva' que teve primeiras mortes confirmadas nos EUA
Vítimas tinham comorbidades que foram agravadas pela doença; infecção avança por nove estados americanos e acende alerta sanitário

O Departamento de Saúde de Michigan confirmou nesta segunda-feira (3) as duas primeiras mortes ligadas ao surto de ciclosporíase nos Estados Unidos. A infecção intestinal, popularmente chamada de "diarreia explosiva" devido à intensidade dos sintomas, vitimou pacientes que já apresentavam problemas de saúde preexistentes, quadros que acabaram agravados pela desidratação severa causada pela doença. As autoridades sanitárias associam a origem da contaminação ao consumo de alface iceberg desfiada, produzida com matéria-prima da região central do México pela empresa Taylor Farms de Mexico.
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Apenas no estado de Michigan, considerado o epicentro da crise, as autoridades já contabilizam 11.234 casos relacionados ao surto, o que representa um aumento de 461 infecções desde o balanço divulgado na última sexta-feira. Do total de afetados na região, 193 pessoas precisaram de internação hospitalar. A crise, no entanto, já ultrapassou as fronteiras estaduais e atinge atualmente nove estados americanos, com infecções também confirmadas em Illinois, Indiana, Kansas, Kentucky, Ohio, Oklahoma, Pensilvânia e Virgínia Ocidental.
No cenário nacional, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a Food and Drug Administration (FDA) trabalham em conjunto para monitorar o avanço do patógeno. Até o final de julho, o CDC havia confirmado 6.707 diagnósticos no país, além de investigar mais de 11,5 mil infecções suspeitas. A agência federal explica que o balanço nacional tende a ser menor que a soma das estatísticas locais porque o CDC considera exclusivamente os testes confirmados em laboratório, enquanto as secretarias estaduais também incluem casos prováveis em suas contagens.
O esforço conjunto para alinhar os dados e conter a doença ocorre em um momento de pressão sobre o sistema de saúde pública do país. Funcionários afirmam que recentes cortes orçamentários nas agências federais têm prejudicado diretamente a capacidade de resposta do governo diante de surtos de doenças transmitidas por alimentos.
