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Quem é o padre do interior de SP excomungado após se juntar a fraternidade que desafia o papa

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A Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, excomungou o padre Rodrigo de Oliveira Silva após ele aderir formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo tradicionalista que o Vaticano considera em situação de cisma com a Igreja Católica. A entidade nega as acusações da Santa Sé.

Natural de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, Rodrigo estudou no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro e concluiu a formação em Filosofia e Teologia em 2009. Foi ordenado diácono em 2010 e padre, em 2011. Ele era pároco da Paróquia Santo Antônio e em fevereiro deste ano já tinha pedido o afastamento da diocese.

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Desde março, Rodrigo promove uma campanha de arrecadação virtual ("vaquinha") para viabilizar a abertura de uma igreja própria. Até a manhã desta terça-feira, 11, haviam sido arrecadados R$ 73,3 mil.

Procurado, o padre informou que não vai se manifestar no momento.

Por que ele foi excomungado?

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O anúncio foi feito pelo bispo diocesano Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, que classificou como ilícitos todos os atos do ministério do sacerdote a partir de agora.

Segundo a diocese, absolvições concedidas por Rodrigo no sacramento da Penitência e casamentos por ele assistidos deixam de ter validade perante a Igreja. "No que tange aos Sacramentos da Penitência e do Matrimônio, tanto a absolvição sacramental por ele concedida quanto os casamentos por ele assistidos carecem de validade e são nulos", declarou o bispo em nota oficial.

A excomunhão decorre de determinação do Vaticano do mês passado: bispos, padres e leigos que aderirem formalmente ao grupo passam a ser considerados em situação de cisma.

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A medida é uma resposta à ordenação de quatro bispos pelo grupo, em 1º de julho, sem autorização do papa Leão XIV - o que Roma chamou de "ato de natureza cismática". É o primeiro cisma da Igreja em 38 anos, e também envolve a mesma fraternidade fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre.

Para voltar à comunhão com Roma, os fiéis precisam aceitar formalmente o Concílio Vaticano II e se submeter à autoridade do papa.

O que é a Fraternidade São Pio X?

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Fundada em 1970 por Lefebvre (1905-1991), a FSSPX nasceu como reação às mudanças do Concílio Vaticano II (1962-1965), que tornou a liturgia mais acessível, assumiu compromissos sociais contra a pobreza e valorizou o ecumenismo. Os seguidores de Lefebvre mantiveram o rito tridentino: a "missa antiga", rezada em latim e com o padre de costas para os fiéis.

Hoje a fraternidade tem dois bispos, 733 sacerdotes, 264 seminaristas, 145 irmãos religiosos, 88 oblatos e 250 religiosas, de 50 nacionalidades.

Em seu site em língua portuguesa, a fraternidade "defende-se de qualquer acusação de cisma e considera, apoiando-se em toda a teologia tradicional e no ensinamento constante da Igreja, que uma consagração episcopal não autorizada pela Santa Sé - quando não é acompanhada nem de intenção cismática, nem da colação da jurisdição não constitui ruptura da comunhão". E alega necessidade pastoral para as ordenações, por causa de seus fiéis e da idade de seus bispos.

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