TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
É O FIM?

Projeto extingue os termos "chocolate amargo" e "meio amargo"; entenda o que isso significa

Proposta aprovada no Congresso elimina as expressões e obriga fabricantes a destacarem a porcentagem de cacau na parte frontal dos produtos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Projeto extingue os termos
Autor A proposta aguarda apenas a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor - Foto: Pixabay/Imagem Ilustrativa

O mercado brasileiro de chocolates passará por uma transformação em sua rotulagem, com o fim da utilização de termos tradicionais como "amargo" e "meio amargo". Um projeto de lei aprovado pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados estabelece que os produtos destaquem obrigatoriamente o percentual de cacau em pelo menos 15% da parte frontal da embalagem. A proposta aguarda apenas a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor e, caso aprovada, concederá à indústria um prazo de adaptação de um ano.

LEIA MAIS: Unespar Apucarana planeja concurso e novo bloco para viabilizar curso de medicina

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A mudança tem como objetivo aumentar a transparência e evitar que o consumidor seja induzido ao erro por expressões sem regulamentação específica, consideradas pelo texto como estratégias de marketing. Com a nova legislação, surgem classificações inéditas baseadas na composição estrita do alimento. O chamado "chocolate intenso" precisará ter mais de 35% de cacau, enquanto o "doce" exigirá um mínimo de 25%. Para o chocolate ao leite, a exigência será de pelo menos 25% de cacau e 14% de leite. Já o chocolate branco deverá conter 20% de manteiga de cacau e 14% de leite.

Outro ponto de destaque da medida é a imposição de um limite de até 5% de gordura vegetal hidrogenada na receita. Essa restrição alinha o Brasil aos padrões internacionais de qualidade.

Apesar de especialistas avaliarem as novas regras como um avanço para os direitos do consumidor, a proposta enfrenta resistência do setor produtivo. Associações da indústria alimentícia e de chocolates argumentam que as empresas já precisaram arcar com adaptações financeiras e logísticas significativas nas embalagens recentemente, devido à nova rotulagem nutricional implementada no país em 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As alterações legais ocorrem em meio à expansão do mercado nacional, que movimentou cerca de 3,8 bilhões de dólares em 2023 e está presente em 92,9% dos lares brasileiros. O alto consumo se mantém aquecido mesmo diante da elevação do preço do cacau no mercado internacional, que atingiu 3.883 dólares a tonelada em maio, impulsionado por problemas climáticos na Costa do Marfim, responsável por cerca de 40% da produção global. Atualmente, o chocolate ao leite é o favorito de 42% dos brasileiros, seguido pelas versões hoje conhecidas como amargo, com 30%, e pelo chocolate branco, com 20% da preferência nacional.

As informações são do Diário do Comércio.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV