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Professora que puxou cabelo de aluna com síndrome de down é demitida

Defesa da docente afirma que objetivo não foi "maltratar" e sim impedir fuga

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Professora que puxou cabelo de aluna com síndrome de down é demitida
Autor Imagens gravadas por uma câmera de segurança mostram professora puxando cabelo de aluna - Foto: REPRODUÇÃO

A professora de 61 anos, filmada puxando o cabelo de uma aluna com síndrome de down, teve o contrato de prestação de serviços junto à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Irati, na região central do Paraná, cancelado nesta terça-feira (28). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed).

- LEIA MAIS: Denúncia anônima alertou pais de aluna agredida por professora no PR

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De acordo com a secretaria, com o cancelamento contratual, a professora está impedida de trabalhar na instituição. O documento foi expedido pela pasta após envio de protocolo por parte do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Irati.

De acordo com a Seed, a professora atuava na instituição por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS) do estado, em regime temporário.

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A investigação começou após a família da vítima, uma jovem de 19 anos, ser informada, por meio de denúncia anônima, sobre o caso. A aluna que tem síndrome de down, com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e é uma pessoa não verbal, ou seja, que não fala. O caso é investigado pela Polícia Civil (PC-PR).

DEFESA

Em nota encaminhada ao G1, a defesa da professora alega que, embora a forma de contenção não possa parecer a mais adequada ao momento, é certo que foi a única possível, notadamente para uma senhora de 61 anos, já com mobilidade reduzida, observando que não havia intenção em 'puxar o cabelo' da aluna e sim, em segurá-la, da forma que fosse possível, considerando que tal aluna já empreendeu fuga em outras oportunidades e colocou sua vida em risco.

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"Acerca da aluna, que é portadora de diversos transtornos, empreendia fuga no momento em que foi contida pela professora, evitando um mal maior, já que a APAE RURAL está localizada na beira de estrada de grande circulação, além de haver tanques e locais onde uma aluna em surto pode sofrer lesões", afirma a defesa.

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