Presos constroem casinhas para animais de rua em projeto de SC
Projeto CãoDomínio, a iniciativa da Associação Protetora dos Animais de Criciúma (Apacri) produz casinhas para cães comunitários

Um projeto criado em Criciúma (SC) vem aquecendo cães que vivem nas ruas durante as baixas temperaturas do inverno catarinense e dando novo significado ao trabalho realizado dentro do sistema prisional. Chamado de CãoDomínio, a iniciativa da Associação Protetora dos Animais de Criciúma (Apacri) produz casinhas para cães comunitários por meio de uma parceria com a Penitenciária Sul de Criciúma, onde detentos fabricam as estruturas numa marcenaria da unidade.
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Desde o início do projeto, em 2024, 41 casinhas já foram instaladas em diferentes pontos da cidade. Neste sábado (23), outras 14 unidades serão entregues, totalizando 55 abrigos espalhados por Criciúma, em bairros como Rio Maina, Vila Francesa, Santa Luzia, São Sebastião, Progresso, Cristo Redentor, Ana Maria, além do Terminal da Próspera e do Cemitério do Rio Maina.
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A coordenadora do projeto, Karina Casagrande, explica que o foco é atender cães comunitários, animais que vivem nas ruas, mas recebem alimentação, cuidados e acompanhamento de moradores ou protetores independentes. "O objetivo maior é confortar esses animais de rua que já têm a vida tão sofrida e, ao mesmo tempo, auxiliar os protetores independentes que já gastam com alimento e medicação", disse. Para receber uma casinha, o cuidador preenche um formulário e formaliza um termo de empréstimo com a Apacri. Caso a estrutura deixe de ser usada pelo animal, ela retorna ao projeto para atender outro cão.
Além da Penitenciária Sul, o projeto recebe apoio de empresas e entidades parceiras que colaboram com materiais como telhas, tintas, madeira e transporte. Com o crescimento da procura, uma parceria informal com o Presídio Regional de Araranguá passou a auxiliar na produção de novas casinhas, destinadas a adotantes vulneráveis e municípios como Içara, Balneário Rincão e Imbituba. O principal desafio, segundo Karina, ainda é conseguir transporte para buscar e entregar as estruturas produzidas em Araranguá.
A presidente da Apacri, Tatiana Rodrigues, destaca que o projeto representa uma mudança no olhar da população em relação aos animais abandonados. "Cães comunitários não existem sem o trabalho importante do cuidador comunitário, que dá referência, carinho e alimentação para animais vítimas do abandono", afirmou.
