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Preso se passa por mulher na web e pede fotos íntimas de homens

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A Polícia Civil de Rio Verde investiga um caso inusitado. Um detento estava se passando por mulher na internet, pedia fotos íntimas de homens e depois exigia dinheiro para não divulgar as imagens.

Segundo a polícia, o suspeito praticava os crimes de dentro do presídio. A investigação apurou que cerca de dez pessoas caíram no golpe, e pagaram até R$ 5 mil ao criminoso.

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Após dois meses de investigação a polícia descobriu na quinta-feira, que o golpista agia de dentro do presídio de Jataí, no sudoeste do estado. Na cela dele, foram encontrados 11 celulares escondidos em fundos falsos nas paredes e camas da cela.

O suspeito mantinha perfis falsos de mulheres em redes sociais, conversava e trocava fotos íntimas em aplicativos de mensagem.

O esquema envolvia mais pessoas, a polícia informou que uma mulher se passava pela mãe da falsa mulher que pedia pelas fotos íntimas, ela ligava para os homens e falava que a filha era menor de idade e cobrava dinheiro para não denunciá-lo a polícia.

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Em seguida, um falso delegado também entrava em contato com a vítima e dizia que se ele não quisesse ir preso por pedofilia, deveria pagar uma propina.

Mandados de buscas em casas de familiares forma cumpridos na quinta-feira, foram apreendidos vários comprovantes de depósitos bancários e demais elementos de prova.

Em uma das conversas que a polícia teve acesso, o suspeito se passa por um advogado e cobra R$ 3 mil reais para acompanhar o processo. Em outra conversa, ele sugere parcelar o valor em três vezes.

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Segundo a polícia, como o suspeito já estava preso, ele continuará na prisão, e agora responde também por extorsão, com pena mínima de 4 a 10 anos.

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