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ROPE JUMP

Preso acusa colegas por sumiço de GoPro de jovem morta em SP

Em carta, João Antônio Pivetta diz que integrantes de grupo teriam levado câmera

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Preso acusa colegas por sumiço de GoPro de jovem morta em SP
Autor Carta escrita por João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva - Foto: Divulgação

Preso preventivamente sob a acusação de retirar a câmera GoPro do braço de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morta após um salto de rope jump, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva escreveu uma carta de três páginas na qual acusa três colegas pelo sumiço do equipamento.

O caso ocorreu no sábado (13) na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A câmera é considerada uma peça essencial pela Polícia Civil para entender a dinâmica do acidente que vitimou a jovem.

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- leia mais: Pai é preso por planejar a morte do filho em conversa com Inteligência Artificial

O documento foi divulgado nesta quinta-feira (25) pelos advogados de defesa Ana Flavia de Almeida Foguel e Vitor Aurélio, que representam João Antônio. No relato escrito de dentro da prisão, o suspeito detalha o momento logo após a queda livre da jovem, afirmando que pediu ajuda pelo rádio e que o instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff foi o primeiro a descer de rapel.

Na sequência, Kaue Felipe Silva Silveira, integrante do grupo "Entre Cordas" que é investigado mas responde em liberdade, teria descido rapidamente até a vítima, momento em que João Antônio afirma ter se afastado para sinalizar o local para uma enfermeira que chegava para prestar socorro.

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Na carta, João Antônio aponta diretamente os nomes de Kauê e de outro integrante, Luís Gustavo de Oliveira, o "Gustavinho", como os prováveis responsáveis por levar o equipamento para cima da ponte.

“Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte: Kauê, porque desceu muito rápido, não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. E Gustavinho, porque estava embaixo [da ponte] e a Evelyne [apontada pela polícia como CEO do grupo Entre Cordas] pediu para ele subir por rádio”, acusa.

O suspeito aproveitou o espaço para clamar para que a polícia localize o equipamento e pediu que testemunhas divulguem imagens feitas após a queda para ajudar a esclarecer os fatos.

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“Por favor, ajudem a achar essa câmera. Sou apenas um ser humano comum que tenta fazer uma renda a mais para pagar as contas e educar os filhos. Estava prestando um serviço sem saber que a empresa era clandestina”, afirmou João.

Até o momento, seis pessoas foram presas pelo caso. No dia do acidente, foram detidos em flagrante os instrutores Maicon Fernandes Cintra, Luís Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, responsáveis por arremessar a vítima.

Uma semana depois, em 20 de junho, a polícia prendeu os integrantes da organização do evento Evelyne dos Santos Gonçalves, Gabriel Barros Martins e o próprio João Antônio.

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