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Prefeitura prevê novas regras para uso da marquise do Ibirapuera

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Após críticas da população, a Prefeitura de São Paulo promete manter a permissão para uso de patins, skate e outras atividades físicas, assim como caixas de som, instrumentos musicais e a realização de piqueniques na marquise do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital. A prática de esportes, no entanto, ficará delimitada a uma área específica embaixo da Marquise José Ermírio de Moraes.

"São 27 mil m². Nesse espaço tão grande, dá para todos terem o seu espaço de forma democrática", afirmou o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Kenji de Souza Ashiuchi, ao Estadão.

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A marquise projetada por Oscar Niemeyer foi interditada em fevereiro de 2019, devido a risco de desabamento, após infiltrações, trincas e corrosão. Em janeiro de 2024, quatro pessoas chegaram a ficar feridas após a queda de parte da estrutura. Em 2017, parte do teto já havia caído.

Em março do ano passado, a Urbia começou as obras de recuperação. O serviço foi contratado por R$ 71,9 milhões, com previsão de entrega em julho deste ano. Mas o prazo foi prorrogado por mais seis meses e o valor subiu para R$ 86,9 milhões.

A previsão atual é reabrir a marquise em 25 de janeiro, no aniversário de São Paulo. Até lá, o plano é que o prefeito já tenha publicado o decreto com a nova regulamentação. Uma nova sugestão das regras deve ser apresentada pelo Município na próxima reunião do conselho gestor do Ibirapuera, em 10 de dezembro.

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Polêmica

Em 7 de novembro, a gestão municipal apresentou ao conselho gestor do parque uma proposta preliminar da regulamentação sobre o uso da marquise. O documento proibia o uso de skate, patins, patinetes, bicicletas ou similares, e de instrumentos musicais ou aparelhos de som. Também vetava a realização de práticas esportivas com bola, piqueniques ou confraternizações.

O secretário Rodrigo Ashiuchi negou que o documento tivesse sua anuência ou a do prefeito Ricardo Nunes (MDB). "Era algo interno, do corpo técnico da secretaria. Respeitamos a história de esporte, cultura e lazer da marquise. A nova regulamentação será a mais democrática possível. Mas as regras são necessárias para garantir que todos se respeitem e as atividades ocorram de forma harmoniosa", defendeu. Ele também apontou estar recebendo sugestões pelo e-mail oficial da secretaria ([email protected]).

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Ashiuchi avalia que a versão final da proposta deve estar pronta e pública entre a semana do Natal e a primeira semana de janeiro.

A proibição de skate, patins, patinetes, bicicletas ou similares, e de instrumentos musicais ou aparelhos de som na marquise do Ibirapuera é defendida pela concessionária que administra o Ibirapuera e é responsável pela obra de revitalização do espaço.

"A Urbia defende a conservação do patrimônio histórico e o resgate da função original da marquise: ser uma ligação entre os equipamentos culturais do parque. O uso exclusivo para pedestres não só contribui para a conservação, como também evita conflitos de uso, frequentes no passado", informou a empresa em nota, apontando ter reformado e construído espaços exclusivos para skatistas.

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A proibição causou indignação entre os frequentadores do parque. "Ao longo de décadas, a marquise foi lugar de circulação, encontro, permanência, práticas esportivas (patins, skate, bicicleta, corrida), feiras, manifestações culturais e convivência entre pessoas de todas as idades. A proposta de novo regulamento ameaça os usos históricos e tradicionais", diz trecho de um abaixo-assinado articulado pela vereadora Renata Falzoni (PSB) que soma 2 mil signatários, entre eles nove conselheiros do parque e oito associações de bairros próximos do Ibirapuera e mais de 50 entidades, de esportistas a urbanistas.

Ashiuchi afirmou que a divisão dos espaços e eventuais horários específicos para as atividades ainda estão em definição pela Prefeitura. Mas já adiantou que o uso de skate, patins e patinete não será liberado em toda a marquise, mas sim a uma área específica. Também haverá limites de velocidade e de volume máximo de sons. Bicicletas continuarão proibidas, assim como qualquer veículo elétrico.

A marquise, diz ele, passará a ter uma zona infantil. Lá, será permitido o uso de bicicletas por crianças. "Não posso misturar as crianças com skatistas ou patinadores adultos."

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O secretário admitiu que parte do espaço poderá ser usado para eventos abertos ao público, como atividades do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Feiras e outros tipos de eventos serão analisados caso a caso, precisando de autorização do Município e da concessionária.

Episódio similar em 2012

De 2010 a 2012, durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), a marquise do Ibirapuera passou por sua primeira grande reforma completa. Em 2012, Kassab reinaugurou o espaço, com novas regras de utilização.

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A regulamentação estabelecia áreas demarcadas para skatistas e patinadores, assim como proibia o uso dos equipamentos das 12h às 18h aos domingos e feriados. Nos outros dias, o uso era liberado. Também orientava os pedestres a circular apenas pelas extremidades da marquise. "O objetivo é garantir a segurança dos usuários, como também preservar a manutenção do espaço", defendia um comunicado da gestão à época.

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