Por ordem da Justiça, vereadora de Belém se retrata após sugerir demissão de eleitores do PT
Decisão atende a pedido do Ministério Público do Trabalho após Patrícia Queiroz defender dispensa de funcionários por orientação política

A vereadora e pastora Patrícia Queiroz (PP), de Belém (PA), publicou uma retratação em suas redes sociais nesta quinta-feira (29) em cumprimento a uma determinação da Justiça do Trabalho, que a proibiu de praticar ou incentivar atos de discriminação e assédio eleitoral contra trabalhadores. A medida judicial é consequência de postagens feitas pela parlamentar logo após o segundo turno das eleições, nas quais sugeria que empregadores identificassem e demitissem funcionários que haviam votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Além de vetar a conduta e determinar a retratação pública imediata, a decisão atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). No texto divulgado em seus perfis oficiais, a vereadora compartilhou a ordem judicial e declarou: “Declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política. Assim sendo, torna-se proibida veementemente aos empregadores a adoção de quaisquer medidas de caráter retaliatório, seja por constrangimento, ameaça ou perda do emprego”.
Na ação, o Ministério Público do Trabalho argumentou que as mensagens veiculadas pela parlamentar apresentavam potencial concreto para estimular práticas discriminatórias e dispensas em massa baseadas unicamente em convicções político-ideológicas. O órgão pontuou ainda que o episódio ganha contornos mais severos por envolver uma “agente pública investida de mandato eletivo, cuja posição institucional lhe confere maior visibilidade, credibilidade e capacidade de influência perante a coletividade”.
Um dia antes da publicação da nota judicial, na quarta-feira (28), a Câmara Municipal de Belém havia aprovado um pedido de licença apresentado pela parlamentar, autorizando o seu afastamento das atividades legislativas por 22 dias para tratar de assuntos particulares.
As informações são do Metrópoles.
