Polícia investiga se pai filmava e vendia imagens de filho sendo torturado em SP
O pai, de 52 anos, a avó paterna, de 81, e a madrasta, de 42, estão presos e foram indiciados por tortura com resultado morte

A Polícia Civil de São Paulo investiga se o pai de Kratos Douglas, menino de 11 anos encontrado morto com sinais de tortura na casa onde vivia com a família no Itaim Paulista, na Zona Leste da capital, filmava e comercializava imagens das agressões sofridas pela criança. A suspeita surgiu após investigadores encontrarem computadores, HDs, memórias digitais e uma quantidade expressiva de câmeras espalhadas pelo imóvel.
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"A casa era monitorada, havia vários computadores. Nós apreendemos os computadores, apreendemos HDs, vários tipos de memória. Tudo isso será encaminhado à perícia para verificar o material", afirmou o delegado Thiago Bassi nesta quinta-feira (14). A delegada Ancilla Dei Vega Dias Baptista Giaconi informou que a quebra dos dados telemáticos já foi autorizada pela Justiça.
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O pai, de 52 anos, a avó paterna, de 81, e a madrasta, de 42, estão presos e foram indiciados por tortura com resultado morte, crime com pena de até 16 anos de prisão. Segundo a polícia, os três participaram das agressões, e as investigações apontam que Kratos era acorrentado e torturado havia pelo menos um ano.
A família morava na casa do Itaim Paulista há cerca de um ano e, durante todo esse período, o menino praticamente não era visto fora do imóvel.
"Falamos com diversos vizinhos e todos foram unânimes em dizer que a criança sequer era vista. A maioria disse que não sabia nem da existência da criança na casa", relatou o delegado Bassi. Kratos não estava matriculado em nenhuma escola na capital. O último registro é de uma instituição em Bauru, no interior paulista, em 2024.
