Polícia investiga como acidente de trabalho morte de veterinária atacada por cão no Senado
Vitória Valle, de 36 anos, foi atacada por um pastor-belga-malinois e faleceu após quatro dias internada no Hospital de Base

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga como acidente de trabalho a morte da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, ocorrida no último sábado (22). A profissional faleceu após ser atacada por um cão da raça pastor-belga-malinois dentro do canil do Senado Federal na última terça-feira (18). O caso foi registrado pela 5ª Delegacia de Polícia como omissão de cautela na guarda ou condução de animais.
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Vitória era funcionária terceirizada e dedicava-se ao cuidado dos cães mantidos pelo Serviço de Cinotecnia da Polícia Legislativa. Ela iniciou sua trajetória na instituição ainda como estagiária e, após concluir a graduação, foi contratada para atuar profissionalmente no local. O cão envolvido na tragédia recebia treinamento específico para atuar nas operações de segurança do Senado.
A dinâmica do ataque começou a ser esclarecida a partir do relato de testemunhas. Segundo as informações repassadas à polícia, um colega chegou ao canil e encontrou o animal solto. Após conseguir conter o cão e isolá-lo em uma caixa, o policial encontrou a veterinária caída no chão com ferimentos gravíssimos e grande perda de sangue. Com o auxílio de outros funcionários e utilizando um kit de atendimento pré-hospitalar da Casa, o grupo realizou compressões nos ferimentos para tentar conter a intensa hemorragia até a chegada de socorro especializado.
A brigada do Senado assumiu os primeiros socorros logo em seguida, repassando a vítima para o serviço de emergência. Vitória, que chegou a sofrer uma parada cardiorrespiratória devido à gravidade das lesões, foi encaminhada ao Hospital de Base, onde passou por cirurgia. Apesar de todo o esforço médico ao longo de quatro dias de internação, a veterinária não resistiu.
Para aprofundar a investigação, a Polícia Civil acionou a perícia para analisar o local do ataque e segue colhendo depoimentos de testemunhas. O objetivo dos investigadores é esclarecer de forma detalhada em quais circunstâncias o cão estava solto, como ocorreu a agressão e se houve alguma falha no protocolo de segurança ou na condução do animal no ambiente de trabalho.
