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PM que matou mulher durante abordagem na zona leste de SP presta depoimento à corregedoria

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A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, que matou com um tiro a ajudante geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, presta depoimento nesta quarta-feira, 13, à Corregedoria da Polícia Militar.

A justiça suspendeu Yasmin da função de policial. Além do processo aberto pela corregedoria, a agente é investigada também em inquérito aberto pela Polícia Civil.

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A defesa de Yasmin sustenta que ela agiu em legítima defesa ao reagir a uma agressão, efetuando um único disparo.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que a policial será ouvida em no Inquérito Policial Militar (IPM) sigiloso, não sendo possível acompanhar ou ter acesso ao depoimento. A policial continua suspensa da função, de acordo com decisão judicial.

A justiça proibiu a militar de portar arma de fogo e de deixar a capital sem autorização, impondo ainda a obrigação de recolhimento domiciliar entre 22h e 5h. Ela também foi proibida de manter contato com testemunhas e familiares da vítima.

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As medidas foram determinadas no dia 22 de abril, atendendo a pedido da Polícia Civil, após parecer favorável do Ministério Público de São Paulo. O juiz entendeu que a conduta da agente, em análise preliminar, extrapolou os limites do uso legítimo da força estatal.

Na noite de 3 de abril, Thawanna e o marido caminhavam pela rua do bairro quando uma viatura passou pelo casal. Na ocasião, a mulher reclamou que o veículo estava em alta velocidade, representando perigo. Durante a discussão, a policial disparou sua arma, atingindo a mulher no peito. Thawanna chegou a ser levada para um hospital, mas morreu horas depois de hemorragia interna aguda.

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