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PF faz operação contra grupo ligado ao PCC que abastecia com cocaína cartéis do México

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 2, a Operação "Terra Fértil" na mira de uma quadrilha especializada no tráfico de drogas e suspeita de enviar cocaína para países da América Latina, abastecendo especialmente violentos cartéis mexicanos. O grupo era chefiado por um narcotraficante internacional e alguns integrantes são ligados ao PCC, informou a PF.

Os investigadores apontam que a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 5 bilhões em cinco anos.

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Segundo a PF, os investigados lavavam o lucro do tráfico através de investimentos em criptomoedas e empresas de fachada titularizadas por laranjas, inclusive alguns que até recebiam auxílio emergencial do governo.

Agentes saíram às ruas logo cedo nesta terça,2, para cumprir nove mandados de prisão preventiva e vasculhar 80 endereços em sete Estados - Minas, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia e Goiás.

A Operação 'Terra Fértil' foi autorizada pela 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, que determinou o sequestro de bens e bloqueio de contas de investigados.

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Durante as buscas a PF apreendeu dinheiro em espécie, computadores, joias, relógios, carros de luxo e uma aeronave.

A investigação visa, segundo a PF, uma "complexa engrenagem montada pelo grupo criminoso", com uma "grande quantidade de indivíduos interconectados".

O alvo principal é um narcotraficante internacional que criou uma rede de pessoas e empresas para cometer crimes visando a lavagem de dinheiro proveniente de outros delitos, em especial do tráfico de drogas.

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A Polícia Federal identificou investigados que criavam empresas de fachada e, por meio delas, compravam imóveis e veículos de luxo para terceiros, movimentando altos valores, incompatíveis com seu capital social.

Segundo os investigadores, os sócios dessas empresas geralmente não possuíam vínculos empregatícios há anos e alguns até receberam auxílio emergencial do governo.

A PF descobriu que algumas empresas faziam transações com outras do ramo de criptomoedas, o que levantou a suspeita de que os investimentos tenham sido usados para mascarar a origem ilícita dos valores.

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