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AÇÃO DE MERGULHADORES

Perigo à vida aquática: 138 peixes-leão são capturados em Fernando de Noronha

Sem predadores, espécie tem 18 espinhos venenosos e o contato com humanos pode causar dor intensa, náuseas e até convulsões

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Perigo à vida aquática: 138 peixes-leão são capturados em Fernando de Noronha
Autor Foto: Pexels

Mergulhadores capturaram 138 peixes-leão (Pterois volitans) durante uma operação de manejo em Fernando de Noronha na última quarta-feira, 28. Segundo o coordenador da operação, Fernando Rodrigues, a espécie representa uma ameaça à biodiversidade marinha por ser "altamente devoradora", podendo consumir até 20 peixes em apenas 30 minutos.

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A ação foi realizada por profissionais da operadora Sea Paradise e contou com a aprovação do Instituto de Pesquisa Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio).

Fernando afirmou que os peixes foram capturados em uma área entre o Porto de Santo Antônio e a Praia da Conceição, conhecida como Cabeço 47, que fica a 47 metros de profundidade.

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"Nesse ponto específico, é bem característico ter agregação e, por isso, sabíamos que haveria muitos peixes. Só não imaginava que haveria tantos", contou.

Ameaça à biodiversidade marinha

Ainda segundo o mergulhador, anteriormente, era comum capturar de 30 a 40 peixes-leão por operação. Atualmente, porém, com o esforço direcionado ao manejo da espécie, os números são muito maiores.

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"No início deste mês, pegamos 312 peixes-leão na área do porto. Isso mostra a eficiência da espécie e, caso diminuamos o esforço, eles irão dominar de vez", afirmou.

Fernando relatou ainda que, além da ausência de predadores naturais no arquipélago, o que favorece a proliferação da espécie, o peixe-leão tem alto potencial predatório.

"Ele consegue consumir até 20 peixes pequenos em apenas 30 minutos. Noronha abriga diversas espécies marinhas que só existem lá, e o peixe-leão se alimenta delas, podendo levar à extinção local", informou.

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Peixe é nativo da região indo-pacífica

O peixe-leão é nativo da região Indo-Pacífica e foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2014, no litoral do Rio de Janeiro. Desde então, a presença da espécie também foi registrada em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas e Bahia.

Apesar da aparência inofensiva, o peixe-leão representa uma ameaça ao equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Sem predadores naturais conhecidos em número suficiente no litoral brasileiro, a espécie compete por alimento com animais nativos e pode reduzir as populações de peixes e crustáceos, causando impactos na biodiversidade e na atividade pesqueira.

A espécie tem 18 espinhos venenosos e o contato com humanos pode causar dor intensa, náuseas e até convulsões. Cada fêmea pode colocar até 30 mil ovos, que eclodem em apenas 26 dias.

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Fonte: Agência Estado

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