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Papa Leão XIV pede que Europa relembre raízes cristãs contra 'desejo de dominação' em guerras

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O papa Leão XIV pediu nesta segunda-feira (28) que a Europa recorra às suas raízes cristãs e às tradições de diálogo para conter o "desejo de dominação" que impulsiona as guerras atuais, ao encerrar uma visita à França evocando as forças que contribuíram para a integração pacífica da Europa após a Segunda Guerra Mundial.

Leão viajou à cidade de Metz, no leste francês, perto das fronteiras com Luxemburgo e Alemanha, para homenagear Robert Schuman, estadista católico francês considerado um dos pais fundadores da unidade europeia.

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Leão decidiu encerrar sua visita de quatro dias à França em Metz, em um centro de conferências que leva o nome de Schuman, para reforçar seu apelo. Ele quer que a Europa recorra às suas bases e tradições cristãs para responder à guerra da Rússia na Ucrânia e a outros conflitos.

Ele afirmou que o direito internacional e o multilateralismo "constituem o melhor antídoto contra o desejo de dominação, que está na raiz de todo conflito. Hoje, as relações entre indivíduos e Estados estão se tornando cada vez mais incivilizadas".

O Palácio do Eliseu havia convidado todos os chefes de Estado da União Europeia e os líderes das instituições europeias para participar da conferência, mas apenas alguns se juntaram ao presidente Emmanuel Macron, entre eles representantes de países menores, como Mônaco, Andorra e Luxemburgo.

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Grandes multidões e escolta militar

A visita de Leão à França, país que já foi fortemente católico e que hoje é oficialmente secular, foi marcada por seu apelo para que a Europa se lembre de sua herança cristã e a aplique aos atuais desafios éticos e geopolíticos.

No domingo, no santuário católico de Lourdes, ele condenou a legislação - aprovada recentemente na França - que permite a morte medicamente assistida, classificando-a como "falsa compaixão". Grandes multidões receberam o papa em praticamente todas as etapas da viagem - 800 mil pessoas participaram da missa de Leão na icônica Place de la Concorde, em Paris -, surpreendendo até mesmo os organizadores.

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Na manhã desta segunda-feira, o avião fretado da Air France que transportava Leão recebeu escolta militar de dois caças franceses durante o voo de Lourdes a Metz.

Mais tarde, em seu último compromisso na França, Leão celebraria missa na Catedral de Santo Estêvão, em Metz. A catedral é um dos principais exemplos do estilo gótico francês, com suas altas abóbadas e vitrais, alguns deles projetados pelo artista judeu do século XX Marc Chagall.

Os vitrais coloridos deram à catedral o apelido de "Lanterne du Bon Dieu", ou "Lanterna do Bom Deus".

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Um estadista que promoveu o diálogo entre rivais

Schuman é mais conhecido pela Declaração Schuman de 1950, apresentada cinco anos após o fim da guerra. O documento propôs a criação de uma Comunidade Europeia do Carvão e do Aço para integrar a produção entre os rivais históricos França e Alemanha.

A ideia, em uma Europa que emergia das ruínas da Segunda Guerra Mundial, baseava-se na convicção de que interesses econômicos interligados tornariam outra guerra entre os dois países "não apenas impensável, mas materialmente impossível".

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A organização do carvão e do aço foi a primeira entre as instituições europeias que antecederam o que posteriormente se tornou a União Europeia. Integrante da resistência e preso pelos nazistas, Schuman foi declarado "venerável" em 2021, uma etapa do processo da Igreja Católica rumo a uma possível canonização.

Apelo para que líderes religiosos preguem a paz

Em uma reunião separada nesta segunda-feira, Leão pediu a líderes religiosos franceses que transmitam mensagens de paz e unidade. Ele citou o exemplo de Schuman na promoção do diálogo até mesmo entre rivais para afirmar que líderes religiosos têm uma responsabilidade compartilhada de construir amizades além das fronteiras em nome da paz.

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"De fato, invocar o nome de Deus para justificar violência ou opressão é profanar esse nome", afirmou. "O discurso religioso deve constantemente pedir o desarmamento dos corações e das palavras." Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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