Pais de suspeitos e adolescente investigado teriam tentado coagir vítima de estupro coletivo
Crime ocorreu durante encontro na casa da vítima, que teria sido abusada por ao menos quatro jovens após perder a consciência

A mãe de uma adolescente de 17 anos, vítima de um suposto estupro coletivo no bairro Arvoredo, em Contagem (Grande BH), denunciou ter sofrido coação por parte dos familiares dos suspeitos enquanto a filha recebia atendimento médico. De acordo com a mulher, pais de dois dos adolescentes envolvidos foram até o hospital na tentativa de minimizar o crime e negociar um acordo. O caso ocorreu na última sexta-feira (12), durante um encontro com amigos na casa da vítima. A jovem suspeita que sua bebida tenha sido adulterada, resultando na perda de consciência antes de ser abusada por ao menos quatro dos oito jovens presentes no local.
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A abordagem no hospital ocorreu enquanto a vítima realizava exames e recebia medicação. A mãe relatou que a presença dos pais dos agressores na porta da unidade de saúde teve tom intimidatório, com os familiares agindo como se um simples pedido de desculpas pudesse resolver a situação. A postura gerou indignação na equipe médica de plantão, levando as profissionais a acionarem a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, e a registrarem um boletim de ocorrência sobre a tentativa de coação.
Além da pressão presencial, a vítima foi alvo de intimidações virtuais. A mãe revelou que o melhor amigo da filha, apontado como um dos agressores, enviou mensagens de celular com ameaças para tentar calar a jovem. O conteúdo dessas conversas já foi encaminhado às autoridades. Em tom de revolta, a mãe cobrou justiça e enfatizou que os suspeitos devem arcar com as consequências de seus atos, alertando que a impunidade neste caso, agravado pela quebra de confiança, poderia encorajar a repetição do crime no futuro.
A apuração do caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Contagem e corre em sigilo. Nesta quinta-feira (18), a Polícia Civil deu início aos depoimentos dos adolescentes apontados como suspeitos. Por se tratar de menores de idade, a legislação brasileira determina que eles não respondam criminalmente como adultos. Se o envolvimento for comprovado ao fim das investigações, os infratores poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com penalidades restritas à aplicação de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As informações são do G1.
