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Padrasto e mãe de menina morta ao comer chumbinho com arroz são indiciados

O irmão dela, de 8 anos, também ingeriu o alimento e ficou gravemente intoxicado, mas sobreviveu

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Padrasto e mãe de menina morta ao comer chumbinho com arroz são indiciados
Autor Peritos localizaram na geladeira da família uma panela com sobras do arroz servido no jantar. Foram identificados pequenos grânulos escuros misturados ao alimento, compatíveis com o veneno - Foto: Reprodução/Mais Goiás

A pequena Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, morreu envenenada após comer arroz supostamente misturado com chumbinho em Alto Horizonte (GO), na região norte do estado. O caso ocorreu na noite de 27 de março, quando a família se reuniu para jantar na varanda da residência. O padrasto da criança, um homem de 46 anos, foi preso preventivamente e é apontado como o principal suspeito de preparar a refeição letal. O irmão dela, de 8 anos, também ingeriu o alimento e ficou gravemente intoxicado, mas sobreviveu após uma semana internado na UTI do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Ele recebeu alta e está sob cuidados do pai biológico.

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O indiciamento oficial do padrasto e da mãe das crianças ocorreu na segunda-feira (27). O homem foi indiciado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado. A mãe foi indiciada por omissão imprópria, pois, segundo a polícia, ela falhou no dever legal de proteger os filhos e não agiu para evitar a tragédia. Não há provas de sua participação direta no preparo ou fornecimento do veneno, e ela responde ao processo em liberdade.

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O cardápio da noite incluía arroz, feijão e carne moída. Horas após o consumo, Weslenny passou mal e foi levada ao hospital municipal de Alto Horizonte, mas não resistiu. O laudo cadavérico da Polícia Científica confirmou intoxicação exógena por terbufós, defensivo agrícola comercializado ilegalmente como “chumbinho”. O irmão da vítima precisou ser transferido e internado na UTI, mas sobreviveu.

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Peritos localizaram na geladeira da família uma panela com sobras do arroz servido no jantar. Foram identificados pequenos grânulos escuros misturados ao alimento, compatíveis com o veneno. No lixo da residência, restos da mesma refeição haviam sido descartados. Quatro gatos da vizinhança reviraram o lixo, consumiram as sobras e morreram. Laudos médico-veterinários atestaram que os felinos também morreram por intoxicação pelo mesmo veneno.

O delegado Domênico Rocha, responsável pelo caso, informou que exames toxicológicos comprovaram que nem o padrasto nem a mãe ingeriram o arroz contaminado. A mãe relatou à polícia que mantinha um relacionamento conturbado com o homem, que demonstrava impaciência frequente com os enteados. Ela também revelou ter recebido dele um vídeo de visualização única, no qual o suspeito aparecia emocionado e dizia que iria “dar um jeito na vida dos outros”. A polícia interpretou a gravação como uma possível ameaça velada aos filhos da companheira.

O padrasto está preso preventivamente desde 1º de abril. O inquérito policial foi concluído na segunda-feira (27) e encaminhado à Justiça.

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