O que se sabe sobre a morte da jovem lançada sem corda em salto: três homens seguem presos
Polícia Civil autuou três suspeitos por homicídio com dolo eventual; investigações apontam que a atividade esportiva ocorria sem alvará

A Polícia Civil de São Paulo manteve a prisão em flagrante de três homens envolvidos no lançamento de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu no sábado (13) após cair de uma altura de 40 metros. A jovem participava de uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, divisa entre Limeira e Cordeirópolis, e foi arremessada sem estar conectada à corda de proteção. O desdobramento das investigações aponta que o grupo responsável não possuía empresa constituída e o evento ocorria sem autorização do poder público.
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Logo após a ocorrência, as autoridades policiais conduziram seis pessoas à delegacia. Três participantes prestaram esclarecimentos e foram liberados para responder ao inquérito em liberdade. Os três indivíduos que continuam detidos aparecem em vídeos gravados pelos próprios presentes no momento do salto. As imagens evidenciam que os homens carregaram a participante até a beirada da plataforma e efetuaram o arremesso. O material também mostra que o grupo notou a falta de fixação do equipamento no corpo de Maria Eduarda apenas durante a queda. Dois suspeitos deixaram o local e tentaram se abrigar em uma área de mata, mas foram localizados pelas equipes de busca.
O trio foi autuado inicialmente por homicídio com dolo eventual. A Polícia Civil avaliou que, ao conduzir o lançamento sem a verificação dos equipamentos, os envolvidos assumiram o risco do resultado de morte. Durante os depoimentos oficiais, os homens não informaram o motivo da não conexão da corda. Um dos indiciados declarou que sua função era apenas ajudar a impulsionar a vítima, não tendo responsabilidade sobre a instalação dos fechos de segurança.
A Ponte do Esqueleto é uma antiga via ferroviária desativada pertencente ao governo federal. A Prefeitura de Limeira declarou que não emitiu alvará para a prática de esportes no local e afirmou que cobrará a União judicialmente por omissão na fiscalização e restrição de acesso da área. O inquérito segue em andamento com a execução de perícias técnicas nos equipamentos apreendidos e a análise da cadeia de responsabilidades entre os organizadores presentes.
