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O que diz a família de agente do Bope morto em troca de tiros com PMs

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Familiares de Glaucio Marcelo da Silva, subtenente do Bope (Batalhão de Operações Especiais) que morreu depois de trocar tiros com colegas da Polícia Militar, exigem explicações sobre sua morte.

"A gente quer entender exatamente o que aconteceu. Porque, de primeira mão, foi passado para nós que não houve uma comunicação. E nós já sabemos que foi feita uma comunicação", disse à imprensa Aline Viana, ex-mulher de Glaucio.

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Silva foi enterrado nesta segunda-feira, 12. No domingo, ele participava de uma operação em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Durante uma abordagem a um veículo, ele e sua equipe passaram a ser alvos de disparos efetuados por militares do batalhão local, o 18° BPM.

Em reação, os policiais do Bope revidaram, dando início a uma troca de tiros. Imagens de câmeras de monitoramento, exibidas pela TV Globo, captam o som dos disparos. Seis agentes - incluindo Glaucio - foram atingidos e precisaram ser hospitalizados.

"Então, a partir de agora, a gente quer entender quem foi comunicado. Essa pessoa passou a comunicação para todo o batalhão? Se sabiam que estava naquela área, por que aconteceu isso tudo?", acrescentou Aline.

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O subtenente não resistiu. Ele tinha 54 anos e deixou três filhos. Dois PMs que acabaram se ferindo no tiroteio receberam alta e chegaram a participar do velório de Gláucio.

Em um comunicado, a Polícia Militar informou que os agentes do 18° BPM confundiram a equipe do Bope com criminosos, e cita que a rua onde o caso aconteceu era escura, com pouca luminosidade. A corregedoria da PM e a Polícia Civil também investigam o caso.

Glaucio tinha 26 anos de experiência na Polícia Militar fluminense, a maioria no batalhão de elite da corporação. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, que morreu na megaoperação no Complexo da Penha, em outubro do ano passado.

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Segundo Aline, Heber, que era mais novo, tinha Glaucio como referência. "Por mais que doa, que a gente vá se arrastando durante esse período, a gente entende que aquilo ali era o amor da vida dele. E isso nos conforta."

Jéssica Alves, viúva de Heber, relembrou a perda do marido. "Perdi meu esposo em outubro de 2025 e hoje, no mesmo mês, no aniversário da minha filha, recebo a notícia de que perdi o meu cunhado. A nossa família não suporta mais tanta dor", lamentou.

A filha Laryssa Viana também escreveu uma longa carta de despedida para Glauco. "Meu pai foi meu melhor amigo, meu conselheiro, meu maior amor, meu pastor, meu exemplo, meu intercessor, meu Porto Seguro", escreveu.

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