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O que a USP diz sobre queda em ranking internacional de universidades

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Universidades brasileiras classificadas pelo ranking internacional QS World 2027 tiveram um declínio generalizado neste ano. Melhor colocada entre as instituições brasileiras, a Universidade de São Paulo (USP) caiu 25 posições, ficando em 133º lugar no ranking geral. Após alcançar em 2024 a melhor posição já obtida pelo Brasil (a 85ª), a universidade caiu consecutivamente nos últimos três rankings, deixando o top 100 no ano passado.

Ao comentar a queda da USP, a coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) da universidade, Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini, destacou o cenário global e o aumento da competitividade internacional.

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"Na 133ª posição geral, a USP teve um desempenho superior ao de 91,2% das 1.504 instituições classificadas, do total de quase 9 mil avaliadas. Apesar do bom desempenho observado, houve queda de posição geral. Ao mesmo tempo que se observam mudanças metodológicas, o ingresso de novas instituições com maior competitividade contribui para a dinâmica de reposicionamento das universidades neste ranking, incluindo a USP", afirma Renata.

Conforme o ranking, USP e Unicamp se mantêm entre as 100 melhores do mundo em reputação acadêmica, um dos indicadores avaliados. Já a internacionalização, que mede a proporção de docentes e estudantes internacionais, é tida como uma das fraquezas estruturais das instituições brasileiras.

Nenhuma instituição de ensino superior nacional subiu na classificação, sendo que 14 caíram de posição e oito permaneceram estáveis. Principal centro de pesquisa da América Latina, o Brasil não está sozinho na tendência de queda. Entre as 116 universidades da região anteriormente classificadas, 60 caíram, 47 permaneceram estáveis e só nove subiram.

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Na edição deste ano, entre as instituições latino-americanas, a USP ocupa a terceira posição na classificação geral. A primeira é a Universidade de Buenos Aires (UBA), na 84ª posição, e a segunda é a Pontifícia Universidade Católica do Chile, na 119ª posição.

Renata reforça que, "de fato, temos observado um padrão de queda de posição das universidades latino-americanas, de um modo geral. Apesar da variação na pontuação da USP em relação à edição anterior, a Universidade permanece ocupando o 1º lugar entre as instituições brasileiras. Estes resultados devem ser entendidos como instrumentos de monitoramento e gestão, capazes de subsidiar estratégias institucionais voltadas ao aprimoramento contínuo da pesquisa, da internacionalização e do impacto social da USP".

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) manteve o primeiro lugar pelo 15.º ano consecutivo, seguido pelo Imperial College London, que ocupa o segundo lugar pelo terceiro ano consecutivo, mas divide agora o posto com a Universidade de Stanford, que subiu uma posição desde o ano passado.

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O que o ranking avalia?

O QS World University Rankings é determinado pelas pontuações de uma instituição em nove indicadores-chave, em cinco pilares:

Pesquisa e Descoberta (Peso: 50%)

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Reputação Acadêmica (30%): A QS faz pesquisa com acadêmicos do mundo todo para saber quais universidades consideram excelentes em suas áreas.

Citações por Professor (20%): Mede quantas vezes as pesquisas da universidade foram citadas por outros cientistas. Quanto mais citada, mais relevante.

Empregabilidade e Resultados (Peso: 20%)

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Reputação entre Empregadores (15%): Uma pesquisa global com empresas para saber de quais universidades elas preferem contratar.

Resultado de empregabilidade (5%): Avalia se a universidade garante alto nível de empregabilidade e formação de egressos com impacto significativo na sociedade.

Internacionalização (Peso: 15%)

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Professores Estrangeiros (5%): Mede a proporção de docentes de outros países nos quadros da universidade.

Estudantes Internacionais (5%): Proporção de estudantes estrangeiros em relação ao corpo discente.

Rede Internacional de Pesquisa (5%): Avalia se a universidade faz parcerias duradouras e publica pesquisas junto com instituições de outros países, considerando a diversidade de países e se as colaborações são renovadas e repetidas.

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Experiência de Aprendizado (Peso: 10%)

Proporção de Professores por Aluno (10%): Quantos professores (e pessoal acadêmico no geral, em funções como monitor) a instituição tem para dar conta do volume de alunos.

Sustentabilidade (Peso: 5%)

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Sustentabilidade (5%): Avalia o impacto social e ambiental da universidade com base na relevância de suas pesquisas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, projetos ambientais no campus e o papel da instituição como grande empregadora.

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