Naufrágio deixa 109 mortos e mais de 116 desaparecidos; entre as vítimas há 15 crianças
O barco transportava migrantes que tentavam chegar ao Iêmen, país utilizado como passagem para outras nações do Golfo

Um barco com 305 migrantes virou durante uma travessia marítima na noite de quinta-feira (08) para sexta-feira (09), nas proximidades de Obock, em Djibuti, no leste da África. O naufrágio ocorreu no Golfo de Aden, no Oceano Índico, quando a embarcação tentava atravessar o Estreito de Bab-el-Mandeb em direção ao Iêmen, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
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O naufrágio deixou pelo menos 139 mortos e 84 desaparecidos, de acordo com balanço atualizado da OIM neste domingo (11). Entre os 139 corpos recuperados estão 52 homens, 42 mulheres e 15 crianças, sendo nove meninas e seis meninos. Mais de 80 pessoas sobreviveram, todas de nacionalidade etíope.
A OIM informou que presta assistência a 82 sobreviventes em um centro de acolhimento em Obock. Eles recebem atendimento médico, alimentação, abrigo temporário e apoio psicossocial. As equipes de emergência também trabalham na identificação das vítimas e na organização dos sepultamentos.
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O barco transportava migrantes que tentavam chegar ao Iêmen, país utilizado como passagem para outras nações do Golfo, onde muitos procuram emprego e melhores condições de vida. A travessia é considerada uma das mais perigosas do mundo, devido às condições do mar e ao uso de embarcações precárias.
Segundo a OIM, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram nessa rota em 2025. A organização pediu reforço nas operações de busca e resgate e mais recursos para atender os sobreviventes.
A diretora-geral da OIM, Amy Pope, declarou: "Ninguém entra em um barco como esse a menos que acredite que não há outra maneira segura. Não podemos continuar tratando essas mortes como normais. Caminhos seguros e legais salvam vidas. Peço aos governos e doadores que ajam antes que o próximo barco afunde".
