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Naufrágio deixa 109 mortos e mais de 116 desaparecidos; entre as vítimas há 15 crianças

O barco transportava migrantes que tentavam chegar ao Iêmen, país utilizado como passagem para outras nações do Golfo

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Naufrágio deixa 109 mortos e mais de 116 desaparecidos; entre as vítimas há 15 crianças
Autor Naufrágio aconteceu próximo à cidade de Obock, em Djibuti, no leste da África - Foto: Reprodução/Luc Michel - Obra própria/Wikimedia

Um barco com 305 migrantes virou durante uma travessia marítima na noite de quinta-feira (08) para sexta-feira (09), nas proximidades de Obock, em Djibuti, no leste da África. O naufrágio ocorreu no Golfo de Aden, no Oceano Índico, quando a embarcação tentava atravessar o Estreito de Bab-el-Mandeb em direção ao Iêmen, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

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O naufrágio deixou pelo menos 139 mortos e 84 desaparecidos, de acordo com balanço atualizado da OIM neste domingo (11). Entre os 139 corpos recuperados estão 52 homens, 42 mulheres e 15 crianças, sendo nove meninas e seis meninos. Mais de 80 pessoas sobreviveram, todas de nacionalidade etíope.

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A OIM informou que presta assistência a 82 sobreviventes em um centro de acolhimento em Obock. Eles recebem atendimento médico, alimentação, abrigo temporário e apoio psicossocial. As equipes de emergência também trabalham na identificação das vítimas e na organização dos sepultamentos.

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O barco transportava migrantes que tentavam chegar ao Iêmen, país utilizado como passagem para outras nações do Golfo, onde muitos procuram emprego e melhores condições de vida. A travessia é considerada uma das mais perigosas do mundo, devido às condições do mar e ao uso de embarcações precárias.

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Segundo a OIM, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram nessa rota em 2025. A organização pediu reforço nas operações de busca e resgate e mais recursos para atender os sobreviventes.

A diretora-geral da OIM, Amy Pope, declarou: "Ninguém entra em um barco como esse a menos que acredite que não há outra maneira segura. Não podemos continuar tratando essas mortes como normais. Caminhos seguros e legais salvam vidas. Peço aos governos e doadores que ajam antes que o próximo barco afunde".

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