Mulher é investigada após companheiro encontrar corpos de cinco bebês escondidos em casa na França
A macabra descoberta ocorreu após a mulher, de 32 anos, dar à luz um bebê saudável e ser hospitalizada

A polícia da França abriu uma investigação criminal por assassinato após a descoberta dos restos mortais de cinco bebês em um apartamento no centro histórico de Orange, no sudoeste do país. Durante as buscas realizadas na noite de segunda-feira (27), os agentes de segurança encontraram as ossadas de quatro recém-nascidos e o corpo de um quinto acondicionados dentro de caixas na residência de um casal.
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A sequência de eventos que levou à descoberta teve início no domingo (26), quando a moradora do imóvel, uma mulher de 32 anos, deu à luz um bebê saudável em casa. Logo após o parto, ela precisou ser encaminhada a um hospital da região para receber atendimento médico. O companheiro dela, da mesma idade, relatou ter sido surpreendido pela gestação, que teria sido descoberta de forma tardia. Incomodado com a situação, ele decidiu revistar a residência enquanto a parceira estava internada.
Durante a busca pelo apartamento, o homem localizou o que descreveu como restos humanos e comunicou imediatamente a equipe médica do hospital, que, por sua vez, acionou o Ministério Público. Uma análise preliminar feita por um médico forense confirmou que os vestígios pertencem, de fato, a cinco recém-nascidos. A porta do apartamento da família, localizado no segundo andar de um edifício, foi isolada e lacrada com fita vermelha pelas autoridades.
Até o momento, os investigadores desconhecem as motivações da tragédia. A mãe permanece hospitalizada em recuperação do parto e ainda não foi submetida a interrogatório. De acordo com o Ministério Público, além do recém-nascido, o casal tem outros dois filhos, de oito e nove anos. Vizinhos relataram que a família mantinha uma rotina aparentemente comum, com as crianças frequentando a escola primária do bairro e sendo buscadas pela mãe na hora do almoço, enquanto o pai passava o dia trabalhando.
Casos de homicídios múltiplos de recém-nascidos são considerados raros pelas autoridades e, com frequência, envolvem quadros de alteração do discernimento da mãe ou a chamada negação da gravidez, quando a gestação é psicologicamente e fisicamente ocultada do convívio social. Apesar da raridade, a França registrou episódios semelhantes recentemente. Em fevereiro, uma mulher de 50 anos foi detida após dois bebês serem encontrados no congelador de sua casa, em Aillevillers-et-Lyaumont. O caso mais grave de infanticídio julgado no país, no entanto, é o de Dominique Cottrez, condenada em 2015 a nove anos de prisão por assassinar oito recém-nascidos, após o júri reconhecer a sua alteração de discernimento.
