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Mulher de 31 anos morre após procedimento de fertilização

Vítima buscou tratamento para engravidar, mas precisou ser internada em estado grave e faleceu no Hospital Sírio-Libanês

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Mulher de 31 anos morre após procedimento de fertilização
Autor A paciente buscava o tratamento para realizar o sonho de ser mãe - Foto: Reprodução/Instagram

A terapeuta Gabriela Martins Santos Moura, de 31 anos, morreu após sofrer graves complicações durante um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida na zona sul de São Paulo.

A paciente, que buscava o tratamento para realizar o sonho de ser mãe, faleceu no dia 24 de fevereiro no Hospital Sírio-Libanês, após passar dias internada em estado crítico.

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O caso levanta suspeitas de negligência médica por parte da família e ocorreu cerca de dois meses antes de uma juíza também morrer ao se submeter ao mesmo procedimento em Mogi das Cruzes.

O procedimento de Gabriela foi realizado no dia 17 de fevereiro na Genics Clínica Reprodutiva e Genômica Ltda., localizada no bairro de Indianópolis. De acordo com os registros do prontuário médico, a terapeuta apresentou queda na saturação de oxigênio e um quadro grave de broncoespasmo, que é a contração intensa dos brônquios, dificultando a respiração.

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O relatório do anestesista Néstor Daniel Turner, de 70 anos, aponta que a paciente recebeu sedação, evoluiu para um quadro de baixa oxigenação severa e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, mesmo após a administração de adrenalina.

O viúvo de Gabriela, o médico-cirurgião Samuel Ricardo Batista Moura, aponta a suspeita de imperícia no atendimento prestado à esposa. Segundo ele, a terapeuta era saudável, deu entrada na clínica para uma intervenção considerada de baixa complexidade e a morte poderia ter sido evitada.

O médico questiona as condutas técnicas adotadas, com foco principal na condução da anestesia. Representada pelo advogado Yuri Felix, a família também reclama da demora na conclusão do laudo do Instituto Médico-Legal (IML), documento fundamental para atestar oficialmente a causa do óbito.

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Em resposta aos questionamentos, a Genics Clínica Reprodutiva afirmou, por meio de nota, que possui todas as licenças e certificações legais exigidas para o seu funcionamento.

O estabelecimento defendeu a qualidade de sua estrutura técnica e declarou que seus protocolos estão rigorosamente alinhados às mais recentes evidências científicas e exigências regulatórias, tanto em âmbito nacional quanto internacional.

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