Minha casa minha vida: Programa atualiza faixas de renda e prevê criação de 123 mil empregos
Atualização dos limites de renda busca incluir 6,4 milhões de novas famílias e oferecer juros anuais a partir de 4%

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) entraram em vigor neste mês, trazendo mudanças significativas nos limites de renda e nos valores dos imóveis financiáveis. A principal alteração é a ampliação da renda bruta familiar permitida, que agora chega a R$ 13 mil mensais, visando atender à classe média que enfrenta dificuldades com os juros do mercado tradicional. De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a medida deve incluir cerca de 6,4 milhões de famílias no público potencial do programa em 2026.
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A atualização também elevou os tetos de preço dos imóveis para acompanhar a inflação e os custos da construção civil. Agora, o programa contempla quatro faixas de renda: a Faixa 1 (até R$ 3.200), a Faixa 2 (até R$ 5.000), a Faixa 3 (até R$ 9.600) e a inédita Faixa 4 (até R$ 13 mil). Com as novas diretrizes, o valor máximo dos imóveis saltou para até R$ 600 mil nas categorias superiores, permitindo a aquisição de moradias de padrão médio com dois ou três dormitórios em regiões mais valorizadas.
As taxas de juros permanecem como o principal atrativo, variando entre 4% e 10% ao ano, índices consideravelmente menores que a média de 12% praticada pelo mercado imobiliário comum. O financiamento pela Caixa Econômica Federal permite cobrir até 80% do valor da unidade nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto no Sul e Sudeste o percentual varia entre 60% e 65%. O comprador deve oferecer uma entrada para complementar o valor total, que tende a ser maior devido à elevação dos tetos.
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O setor da construção civil projeta a criação de 123 mil novos empregos este ano, impulsionado pelo aquecimento nas vendas. Em 2025, os lançamentos do programa cresceram 38%, superando a média geral do mercado. Interessados já podem realizar simulações no site ou aplicativo da Caixa, informando a renda familiar bruta — soma dos ganhos de todos os moradores antes dos descontos — para identificar a taxa de juros e os subsídios aplicáveis ao perfil.
