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Mergulho nas Maldivas termina com cinco italianos e um militar mortos

Turistas realizavam expedição científica e ultrapassaram limite de profundidade da região

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Mergulho nas Maldivas termina com cinco italianos e um militar mortos
Autor A tragédia já soma seis mortos nas Ilhas Maldivas - Foto: Reprodução/ X

Uma expedição de mergulho nas Ilhas Maldivas terminou em tragédia com a morte de cinco turistas italianos e de um socorrista local. O acidente ocorreu na última quinta-feira (14), em uma caverna submersa localizada a cerca de 50 metros de profundidade. O militar Mohamed Mahudhee, membro da Força de Defesa Nacional das Maldivas, faleceu em decorrência de uma descompressão subaquática após participar das operações de resgate, quando foi levado ao hospital em estado crítico, mas não resistiu.

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As buscas pelos corpos foram retomadas na manhã deste sábado (16), após serem paralisadas na sexta-feira devido às más condições climáticas. Até o momento, as equipes mobilizadas com barcos e aeronaves conseguiram recuperar apenas um corpo, que se encontrava a 60 metros de profundidade. Os outros quatro italianos continuam desaparecidos no interior da caverna, repleta de corais e passagens estreitas.

O grupo de turistas era composto por mergulhadores experientes que participavam de uma expedição científica e biológica. As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, professora universitária de ecologia marinha; sua filha, Giorgia Sommacal; Muriel Oddenino, bióloga marinha; Federico Gualtieri, biólogo marinho e instrutor de mergulho; e Gianluca Benedetti, também instrutor de mergulho. Uma sexta integrante da viagem, uma estudante de Gênova, sobreviveu à tragédia por ter desistido de entrar no mar pouco antes do início da atividade.

As autoridades policiais das Maldivas e a Procuradoria de Roma abriram investigações para apurar as causas exatas do desastre. Segundo a imprensa local, a principal hipótese é de que os italianos tenham ultrapassado o limite de profundidade permitido para a região, que é de 30 metros. Diante do ocorrido, o Ministério do Turismo das Maldivas suspendeu temporariamente a licença do barco Duke of York, embarcação responsável por guiar o passeio turístico. O governo local e o Ministério das Relações Exteriores da Itália também prestam apoio contínuo às famílias das vítimas.

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