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RECUPERAÇÃO

Menino ferido no pescoço por linha com cerol recebe alta após 15 dias internado no Paraná

Saída do Hospital Universitário de Maringá foi marcada pela emoção da família, que acompanhou a recuperação do garoto após oito dias de intubação

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O menino Miguel Arthur, de 10 anos, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (27) após permanecer 15 dias internado em decorrência de um corte profundo no pescoço provocado por uma linha de pipa com cerol. A criança deixou o Hospital Universitário de Maringá, no Noroeste do Paraná, sob forte emoção dos pais, que celebraram o reencontro. O acidente ocorreu no último dia 12 de outubro, feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, enquanto o garoto andava de bicicleta pelas ruas de Paiçandu, município vizinho.

-LEIA MAIS: Suspeito de matar desenvolvedor americano em Maringá entra na lista vermelha da Interpol

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Devido à gravidade do ferimento, o socorro exigiu uma operação rápida e complexa. As equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas no fim da tarde e precisaram realizar uma transfusão de sangue ainda no local do acidente para estabilizar a vítima. Na sequência, Miguel foi transportado de helicóptero para a unidade hospitalar em Maringá, onde passou os primeiros oito dias do tratamento intubado. A extubação ocorreu no dia 20 de outubro, quando o menino recuperou a consciência, reconheceu o pai e pôde voltar a se comunicar com a equipe médica.

A saída do hospital encerrou um período de angústia para a família e para a comunidade local, que chegou a organizar correntes de oração em frente à instituição. A mãe de Miguel, Aline Flávia Rocha Fermino, definiu o momento da alta como a cena que todos mais esperavam, celebrando ter o filho de volta para casa. O pai, Luciano Henrique Andreazzi, também expressou o alívio após o período crítico. Já fora do ambiente hospitalar e com uma cicatriz no pescoço, o garoto demonstrou entusiasmo ao afirmar que sua primeira vontade era comer e comemorou a promessa de que fará uma viagem de avião para assistir a um jogo de futebol em São Paulo.

O caso reacende o alerta das autoridades para os riscos iminentes causados pelas linhas cortantes, que frequentemente vitimam pedestres, ciclistas e motociclistas. No Paraná, a fabricação, a comercialização, o transporte e o uso de materiais como o cerol são rigorosamente proibidos pela Lei Estadual nº 20.264/2020. O descumprimento da norma caracteriza infração, uma vez que a prática coloca vidas em risco e pode provocar acidentes fatais.

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Com informações Banda B.

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