Menino de 6 anos morre com facada nas costas no AM; pai é preso em flagrante
O suspeito afirmou à polícia que usou a bolsa para aplicar um castigo no menino, sem lembrar que havia facas de pesca dentro da mochila

Um menino de seis anos, identificado como Raelyson da Silva, morreu após ser atingido por uma facada nas costas no último sábado (18), no município de Itapiranga, no interior do Amazonas. O pai da criança, de 24 anos, foi preso em flagrante e é o principal suspeito, mas alega que o ferimento foi causado de forma acidental durante um castigo.
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O caso veio à tona depois que o próprio pai levou a criança gravemente ferida para uma unidade de saúde do município. Desesperado, ele afirmou à equipe médica que o episódio havia sido um acidente, relatando inicialmente que o menino tinha caído acidentalmente sobre a arma branca. Desconfiados das circunstâncias e da gravidade da lesão, os profissionais do hospital acionaram as autoridades policiais.
Ao ser encaminhado à delegacia, o homem alterou sua versão inicial durante o depoimento. Ele confessou que atingiu o filho com uma mochila para puni-lo por um mau comportamento, mas garantiu não se lembrar de que havia duas facas de pesca guardadas no interior do acessório desde o dia anterior.
O delegado Aldiney Nogueira, responsável pela investigação, informou que as diligências iniciais buscaram validar a versão do suspeito. A equipe policial analisou imagens de câmeras de segurança da região, que confirmaram que apenas pai e filho estavam presentes no momento do incidente. No entanto, a visão exata do golpe foi encoberta por plantas que bloqueavam o ângulo da gravação, impedindo a visualização clara da dinâmica do impacto.
A mochila utilizada foi localizada, apreendida e submetida à perícia. Segundo o delegado, a constatação de um furo no tecido do acessório é um indício importante para a investigação, pois fortalece a hipótese de que a faca tenha transpassado o material durante o golpe. O detalhe pode indicar que o crime tratou-se de um homicídio culposo, caracterizado quando não há a intenção de matar. O inquérito policial segue em andamento para o esclarecimento total dos fatos e a responsabilização legal do envolvido.
