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TORTURA

Menino de 11 anos que vivia acorrentado à cama morre desnutrido em SP; família é presa

Kratos Douglas não frequentava a escola desde 2024 e era mantido escondido pela família no Itaim Paulista

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Menino de 11 anos que vivia acorrentado à cama morre desnutrido em SP; família é presa
Autor Os pais e avó da criança foram presos - Foto: PMSP

Um menino de 11 anos, identificado como Kratos Douglas, morreu na última segunda-feira (11) após viver acorrentado aos pés de uma cama na própria casa, localizada no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo. A vítima foi encontrada sem vida e com sinais de desnutrição severa por uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que imediatamente acionou a Polícia Militar. O pai, a madrasta e a avó paterna da criança foram presos pelo crime.

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O pai do garoto, o motorista de aplicativo Chris Douglas, de 52 anos, foi o primeiro a ser detido e responderá por tortura. Em depoimento, o homem demonstrou frieza e alegou que acorrentava o filho para evitar que ele fugisse de casa. A madrasta, de 43 anos, e a avó paterna, de 81, que detinha a guarda do menino, foram presas por omissão na noite de quarta-feira (13), em Santo André, no ABC Paulista. As duas haviam deixado o bairro sob escolta policial por medo de represálias da população.

A justificativa do pai sobre as supostas fugas é contestada pelas investigações. A Polícia Civil apurou junto às secretarias de educação que Kratos não estava matriculado na rede de ensino desde 2024. Além disso, a família morava no bairro Cidade Kemel há cerca de um ano e os vizinhos relataram às autoridades que sequer sabiam da existência do garoto, embora vissem frequentemente as outras duas crianças que viviam no imóvel. De acordo com o delegado Thiago Bassi, todos os indícios apontam que a vítima era mantida em cárcere constante e isolada do convívio social.

O crime foi descoberto quando a família chamou o Samu, alegando que o menino estava "molinho" e havia passado mal após tentarem alimentá-lo com um mingau. A médica socorrista, no entanto, já encontrou o garoto morto, caído ao lado da cama, e denunciou a situação de extrema magreza. A Polícia Civil agora aguarda os laudos periciais para avançar nas apurações e confirmar a causa exata do óbito. As outras duas crianças da casa, que incluem uma irmã de Kratos e um bebê, foram entregues aos cuidados do Conselho Tutelar. A defesa dos acusados não foi localizada até o momento.

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