Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
FEMINICÍDIO

Marido mata esposa a tiros durante festa do próprio casamento no interior de SP

Suspeito de 55 anos foi preso em flagrante; especialistas explicam que o uso do armamento do Estado e a nova lei do feminicídio podem aumentar a pena

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Marido mata esposa a tiros durante festa do próprio casamento no interior de SP
Autor A vítima foi morta durante a festa de casamento - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi morta a tiros pelo próprio marido, um guarda municipal de 55 anos, horas após a celebração do casamento do casal no último fim de semana, em Campinas (SP). O suspeito, que atua na corporação há 22 anos, foi preso em flagrante sob a acusação de utilizar a arma funcional, cedida pelo Estado, para cometer o assassinato. O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher do município, e o agente foi encaminhado à cadeia pública do 2º Distrito Policial.

📰 LEIA MAIS: Hóspede nu é preso após agredir recepcionistas de hotel no MS

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A tragédia ocorreu durante a confraternização que oficializava a união. De acordo com a Polícia Civil e relatos de testemunhas, o crime foi precedido por uma discussão que rapidamente evoluiu para agressões físicas. Após os primeiros disparos contra a esposa, testemunhas afirmam que o marido chegou a sair do imóvel, mas retornou pouco tempo depois para atirar novamente contra a vítima. Após o assassinato, a polícia localizou o agressor e apreendeu a arma de fogo, além das munições utilizadas.

O comportamento do atirador e o uso de uma arma do Estado são pontos centrais que podem agravar a punição. Especialistas em direito penal explicam que o ato de retornar à cena do crime para atirar novamente reforça a intenção de matar e pode ser enquadrado como meio cruel. Quanto ao armamento, embora não exista um agravante específico na lei para o uso de arma funcional fora do exercício da profissão, advogados criminalistas ressaltam que os magistrados frequentemente utilizam esse fator para aumentar a pena base. O entendimento na jurisprudência é de que o uso de um equipamento oficial para cometer um crime revela maior reprovabilidade da conduta, desvio ético e abuso da confiança pública.

Além das circunstâncias agravantes do caso específico, o suspeito será julgado sob um novo rigor legal. Com a recente entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, o feminicídio deixou de ser uma qualificadora do homicídio e passou a ser tipificado como um crime autônomo no Código Penal. Com a mudança, a pena base para esse tipo de crime aumentou, passando a variar de 20 a 40 anos de reclusão. Além da esfera criminal, a conduta do agente também será apurada administrativamente pela Guarda Civil Municipal de Campinas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV