Mapa do século 16 viraliza e reacende teorias sobre localização da Arca de Noé na Turquia
Documento criado por cartógrafo italiano mostra a embarcação nos Montes Ararat, área que também registrou recentes descobertas de cerâmicas milenares

Um mapa-múndi de 1587 que viralizou recentemente na rede social X reacendeu o debate sobre a real localização da Arca de Noé. A obra, criada há mais de quatro séculos pelo cartógrafo italiano Urbano Monte, retrata a embarcação bíblica repousando sobre os Montes Ararat, no leste da Turquia, região que coincide geograficamente com a enigmática Formação Durupinar, uma estrutura geológica em formato de barco localizada próxima à fronteira com a Armênia.
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A representação cartográfica ganhou destaque após pesquisadores e entusiastas, como Jimmy Corsetti, apontarem a precisão do local em relação ao descrito no livro de Gênesis. Segundo o texto bíblico, a arca teria encalhado nos Montes Ararat após 150 dias de dilúvio. O documento histórico que sustenta essa nova onda de discussões está preservado no Centro de Mapas David Rumsey da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Formado por 60 folhas desenhadas à mão, o planisfério atinge três metros de diâmetro e mescla referências geográficas reais com ilustrações míticas, como monstros marinhos e terras distantes, em uma composição que posiciona o Polo Norte no centro do mundo.
Além da evidência histórica trazida pelo mapa antigo, recentes descobertas arqueológicas na Formação Durupinar também têm alimentado as teorias sobre o paradeiro da arca. Durante a construção de uma estrada perto do sítio arqueológico, na província turca de Ağrı, pesquisadores encontraram fragmentos de cerâmica. O professor Faruk Kaya, da Universidade Agri Ibrahim Cecen, relatou ao jornal The Jerusalem Post que os vestígios indicam atividade humana na região há cerca de 5 mil anos, período que se alinha de forma geral às estimativas tradicionais da época de Noé e do Grande Dilúvio.
Apesar das coincidências geográficas apontadas pelos grupos que buscam a arca e do fervor gerado nas redes sociais, a comunidade científica mantém ceticismo. Não existe um consenso de que a estrutura da Formação Durupinar guarde qualquer relação com uma embarcação construída por humanos. Ao longo das últimas décadas, diversos geólogos têm argumentado que o formato peculiar do terreno é, na verdade, resultado exclusivo de processos naturais, tendo sido moldado pelas movimentações tectônicas e pela forte erosão característica da região.
Com informações da Banda B
