Mais de 300 pinguins são encontrados mortos nas praias de Florianópolis
Com a chegada do frio, os pinguins iniciam seu ciclo migratório em direção à costa brasileira em uma extensa viagem em busca de alimento

Mais de 300 pinguins-de-Magalhães foram encontrados mortos nas praias de Florianópolis (SC) desde o início do outono. Até esta sexta-feira (12), a Associação R3 Animal, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na capital, havia registrado 315 casos.
O ápice das ocorrências aconteceu na quarta-feira (10), quando as equipes localizaram 69 pinguins sem vida em um período de 24 horas, o maior número do ano até agora. A Praia do Moçambique concentrou o maior volume, com 21 animais mortos. No mesmo dia, cinco pinguins foram resgatados com vida.
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Apesar dos números expressivos, a Associação R3 Animal esclarece que a situação é considerada esperada para a época. Com a chegada do frio, os pinguins iniciam seu ciclo migratório em direção à costa brasileira em uma extensa viagem em busca de alimento, o que resulta em desgaste físico extremo.
Esses animais partem principalmente da Patagônia Argentina em busca de alimentos em alto-mar. Muitos indivíduos jovens e inexperientes chegam às praias exaustos, caquéticos e hipotérmicos. Alguns não resistem à exaustiva jornada.
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"Esses animais partem do Sul do hemisfério, principalmente da Patagônia Argentina, em busca de alimentos em alto-mar, e muitos indivíduos jovens e inexperientes chegam às nossas praias exaustos, caquéticos e hipotérmicos. Infelizmente, muitos não resistem à exaustiva jornada e o registro de mortos acaba sendo alto", explica Mariê Loro, técnica de monitoramento da associação.

A tendência é que o volume de registros aumente com a chegada oficial do inverno e comece a diminuir apenas em setembro, quando as aves iniciam o retorno às suas colônias reprodutivas. Desde o início da temporada, em 19 de maio, a associação já socorreu 44 pinguins vivos. Eles são encaminhados ao centro de reabilitação da entidade e, após recuperados, são devolvidos ao habitat natural.
Associação orienta como proceder em avistamento de pinguim
Nem todo pinguim avistado no mar precisa de ajuda, já que muitos estão apenas se alimentando ou descansando na água. O resgate especializado só é acionado quando o animal encalha na faixa de areia. Caso aviste um pinguim na areia, a principal recomendação é manter a distância e não intervir diretamente.
Não devolva o pinguim ao mar, não coloque o animal em contato com gelo ou caixas térmicas, não tente alimentá-lo ou dar água, não manuseie nem faça carinho e afaste cães e outros animais domésticos do local. Ligue imediatamente para a equipe de resgate pelos telefones (48) 3018-2316 ou 0800 642 3341 (atendimento diário, das 7h às 17h).

