Mãe quase perde a mão após ser mordida pelo filho durante convulsão; veja vídeo
A infecção se espalhou pelo braço, e ela passou por um procedimento de emergência
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O que começou como um mal-estar infantil acabou se transformando em uma experiência traumática para a empresária Natalia Carvalhaes da Silva, de 31 anos, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Ao tentar socorrer o filho Rafael, hoje com 7 anos, durante uma convulsão febril, ela sofreu um ferimento grave na mão que evoluiu para uma infecção severa e quase resultou na perda do membro. (Vídeo abaixo)
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O episódio ocorreu no fim de março de 2025, pouco depois de o menino completar 6 anos. Segundo relato da mãe, a escola entrou em contato informando que a criança não estava bem. No caminho de volta para casa, ele chegou a vomitar. Já em casa, após banho e administração de antitérmico, Rafael foi deixado em repouso. Cerca de dez minutos depois, Natalia percebeu que o filho estava convulsionando.
Apesar de já ter presenciado um episódio semelhante quando o menino tinha 2 anos, desta vez a situação foi mais intensa. Diante do desespero e baseada em um conhecimento popular equivocado, ela colocou o dedo na boca do filho para evitar que ele “engolisse a língua”. Durante a crise, que durou cerca de oito minutos enquanto se deslocavam até uma unidade de saúde, a criança mordeu o dedo da mãe com força, causando uma lesão profunda.
Rafael foi atendido e liberado após permanecer em observação por cerca de oito horas, sem apresentar sequelas. Já Natalia, inicialmente tratada apenas com cuidados locais, começou a apresentar agravamento do quadro no dia seguinte, com inchaço e dor intensa. Dias depois, retornou ao hospital, onde foi diagnosticada com uma infecção.
Mesmo com o uso de antibióticos, a condição evoluiu. Em casa, ao tentar aliviar a dor com gelo, acabou sofrendo uma queimadura na região, o que agravou ainda mais o quadro. Com dores cada vez mais intensas, ela precisou buscar atendimento diversas vezes, chegando a utilizar medicação forte sem obter alívio.
No dia 5 de abril, a situação se agravou e Natalia foi internada. A infecção já havia se espalhado pelo braço, e ela passou por um procedimento de emergência para drenagem de secreção. No dia seguinte, foi submetida a uma cirurgia de desbridamento, para retirada de tecidos comprometidos e controle da infecção.
Ao todo, foram oito dias de internação, incluindo período em isolamento devido à gravidade da lesão. Após a alta, a recuperação seguiu com curativos frequentes. O processo levou cerca de um mês e meio até a cicatrização completa.
Atualmente, Natalia convive com cicatriz permanente e limitação parcial dos movimentos da mão, conseguindo fechá-la em aproximadamente 70%. Apesar das sequelas, ela afirma que não se arrepende da atitude tomada no momento de desespero.
Um ano após o ocorrido, decidiu compartilhar a experiência nas redes sociais, em um vídeo que alcançou mais de 1,7 milhão de visualizações. O objetivo, segundo ela, é alertar outras pessoas sobre os riscos de colocar as mãos na boca de alguém durante uma convulsão — prática considerada incorreta por profissionais de saúde.
Informações: Revista Crescer/Globo
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