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Lula recebe dados sobre redução de desmatamento na Amazônia: 'vou mandar para os EUA', diz

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 11, que vai mandar dados sobre o desmatamento da Amazônia para o United States Trade Representative (USTR) para contestar a taxa sugerida de 25% sobre produtos brasileiros. Um dos argumentos americanos para o novo tarifaço é o suposto avanço do desmatamento no País.

"Vamos ter que pegar esses dados e mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos, que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior, e vamos comparar o que acontece no Brasil com o que acontece nos Estados Unidos", declarou.

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Lula visitou nesta quinta-feira, 11, o Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Foram apresentados a Lula resultados obtidos pelo governo que apontam redução do desmatamento na região Amazônica e no Cerrado.

Na Amazônia, foram registrados 2.189km2 em áreas agregadas desmatadas entre agosto de 2025 e maio de 2026, sendo o menor número da série registrado pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter). Comparado aos anos de 2024 e 2025, a redução foi de 31,4%.

Já no Cerrado, foram registrados 4.208km2 em áreas agregadas desmatadas entre agosto de 2025 e maio de 2026. O valor é 8,2% menor que os anos de 2024 e 2025.

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Lula afirmou em discurso que irá comparar a realidade do desmatamento no Brasil e nos Estados Unidos. O presidente disse também que a Casa Branca não sabe da meta do governo em alcançar o desmatamento zero até 2030.

"Isso não é decisão de nenhuma COP, não é decisão da ONU, isso é uma decisão do nosso governo", disse o presidente sobre a meta de desmatamento zero.

O presidente também voltou a declarar que não deseja ter guerra com os Estados Unidos, e que procura ter com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um confronto de narrativas. "A gente não quer briga. A gente quer respeito, igualdade, civilidade, comércio e desenvolvimento para os dois países", afirmou.

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"A minha guerra é provar que você (Trump) foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos, e eu respeito o voto do povo americano. Mas que você não foi eleito para ser imperador do mundo, onde você pode dizer tudo que você quer e as pessoas ficarem quietas", afirmou.

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