Laudo confirma causa da morte de estudante morta por namorado em SC
Namorado confessou ter aplicado um golpe na vítima e mantido a rotina normal antes de se entregar às autoridades

O laudo da Polícia Científica de Santa Catarina apontou que a estudante de Ciências Biológicas Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, morreu por asfixia provocada por constrição cervical, condição causada por compressão direta no pescoço. O resultado da perícia foi divulgado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17) e integra o inquérito que apura o assassinato da jovem, ocorrido no município de Sangão, no Sul catarinense. O namorado da vítima confessou o crime às autoridades e responde pelo feminicídio.
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Segundo as investigações, o homicídio ocorreu entre a noite do dia 6 de agosto e a madrugada do dia 7, após uma discussão motivada por mensagens que a vítima encontrou no celular do companheiro com outras mulheres. A Polícia Civil informou que o casal mantinha um relacionamento conturbado e que, durante o desentendimento, Joviana tentou deixar a residência, mas foi impedida, agredida e esganada pelo namorado com um golpe conhecido como "mata-leão".
Após cometer o crime, o suspeito manteve o corpo da estudante trancado dentro do próprio quarto e continuou residindo no local ao longo de todo o fim de semana, período em que chegou a receber outras pessoas no imóvel. Para ocultar o fato, ele utilizou o celular da vítima para enviar mensagens aos familiares dela, que desconfiaram do teor dos textos por não reconhecerem o estilo de escrita da jovem. O caso só veio à tona na manhã do dia 10 de agosto, quando o rapaz revelou o assassinato para a mãe e a avó, que moravam na mesma casa, mas alegaram não ter visto o corpo.
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Na sequência, o investigado se apresentou espontaneamente à polícia e assumiu a autoria do homicídio. De acordo com a Polícia Civil, o jovem não possuía antecedentes criminais registrados, embora familiares da vítima relatem histórico prévio de comportamento violento. Em nota, a defesa do suspeito declarou que atuará de maneira técnica e responsável ao longo do processo, evitando manifestações que transformem o caso em disputa pública. O corpo de Joviana foi sepultado na manhã do dia 12 de agosto em sua cidade natal, Pato Branco, no Paraná.
