Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Justiça já condenou 732 por desmatamento de 68 mil 'campos de futebol' na Amazônia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O programa Amazônia Protege - monitoramento por satélite para identificação e responsabilização de desmatadores que agem nos nove Estados da Amazônia Legal -, já levou a Justiça Federal a condenar 732 acusados ao pagamento de R$ 316 milhões por crimes ambientais. O levantamento abrange 3,5 mil ações civis públicas impetradas na esteira do projeto, desde 2017.

Segundo a Procuradoria, as condenações também determinam a reparação por danos causados à natureza, o que deve levar ao reflorestamento de mais de 73 mil hectares de mata, o equivalente a 68 mil campos de futebol.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O balanço foi divulgado nesta quarta, 21, pela Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal, que coordena o Amazônia Protege.

A iniciativa tem parceria do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

De acordo com o MPF, a atuação dos procuradores do Amazônia Protege, que se prepara para ingressar em sua quarta fase, já resultou em 656 sentenças judiciais favoráveis às ações da Procuradoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os alvos dos processos são responsáveis pela retirada irregular de vegetação em áreas superiores a 60 hectares, registradas pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes/Inpe) entre agosto de 2015 e dezembro de 2019.

Do valor total das indenizações determinadas pela Justiça, R$ 220,9 milhões correspondem a danos morais coletivos e R$ 96 milhões a danos materiais decorrentes da remoção da cobertura vegetal.

O montante é destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, para financiamento de ações de fiscalização e preservação do meio ambiente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Das decisões que acataram pedidos do MPF, 138 foram dadas em processos com réus incertos - quando não é possível identificar, na fase pré-processual, o responsável pelo desmatamento.

Essas ações são ajuizadas com o objetivo de embargar áreas devastadas ilegalmente, impedir a grilagem e evitar a regularização fundiária.

A medida também garante a possibilidade de retirada ou destruição de materiais que estejam na área, impedindo a recuperação da floresta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Amazônia Protege é abastecido com informações do Inpe, que registra as imagens de satélite das áreas desmatadas. Com base nelas, a Procuradoria emite laudos constatando o desmatamento ilegal e cruza as informações com bancos de dados públicos, para identificar os responsáveis pelo dano ambiental. Após esse mapeamento, são abertos inquéritos civis e apresentadas, à Justiça, ações civis públicas para responsabilizar os autores dos crimes contra a floresta.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV