Jovem foi morta após descobrir mensagens no celular do namorado em SC
Vítima de 19 anos foi asfixiada com um mata-leão ao tentar sair de casa. Suspeito trancou o corpo no quarto por três dias antes de confessar

A estudante de biologia Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi assassinada pelo namorado de 21 anos, na cidade de Sangão, no sul de Santa Catarina. O suspeito confessou o feminicídio na delegacia e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta terça-feira (11). O crime ocorreu na madrugada do último dia 7 e foi motivado por uma discussão após a vítima descobrir mensagens do agressor com outras mulheres.
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De acordo com as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), o relacionamento do casal era conturbado. Eles haviam se separado, mas reataram recentemente. O assassinato aconteceu após os dois retornarem de uma festa. Durante o desentendimento, a jovem tentou fugir, mas foi impedida de forma violenta.
O delegado responsável pelo caso, Murilo Silveira, explicou a dinâmica do crime detalhada pelo agressor. “O autor relatou que o desentendimento dessa vez iniciou após a vítima ter constatado mensagens em que o autor trocava com outras mulheres. Na virada de quinta para sexta, após uma discussão, a vítima teria tentado deixar a residência, sendo que o autor a seguiu e aplicou um golpe de mata-leão, o que levou a vítima a óbito”, afirmou.
Após constatar a morte da namorada, o suspeito colocou o corpo de Joviana na cama e permaneceu na residência. O suspeito relatou à polícia que consumiu uma grande quantidade de medicamentos controlados na madrugada do crime, o que o deixou enfraquecido ao longo da sexta-feira. No final de semana, ele afirmou não se lembrar com precisão dos fatos devido ao alto consumo de bebidas alcoólicas.
O crime só foi descoberto na segunda-feira (10). “Ele disse que manteve o quarto trancado e somente informou aos familiares na manhã de segunda-feira”, ressaltou o delegado Silveira. O corpo de Joviana foi encontrado no cômodo logo em seguida.
Prisão preventiva
Na terça-feira (11), durante audiência de custódia, o Juízo da Vara de Garantias acatou o pedido de prisão preventiva formulado pela 10ª Promotoria de Justiça de Tubarão, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), determinando que o autor confesso permaneça detido.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil. Após a conclusão do inquérito, o processo será encaminhado para a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, que avaliará as provas para a formulação da denúncia formal contra o acusado.
